Luz.

Luz.

domingo, 28 de abril de 2013

O Nosso destino e a vontade de Deus.


Do livro “A lei de Deus” autor: Pietro Ubaldi.
 
     Se soubermos olhar em profundidade, além da superfície das coisas, veremos um mundo regido por leis diferentes das que vigoram em nosso mundo. Trata-se de substituir o espírito de egoísmo e de separatismo vigente, por um espírito de união com Deus e de colaboração com o próximo. Trata-se de nos colocarmos num estado de aceitação perante a Lei de Deus.  Surge agora a pergunta: como é possível chegar a compreender esta vontade de Deus a que devemos obedecer?  Deus está presente, não há dúvida, mas não podemos percebê-Lo em forma material, na superfície das coisas, com os nossos sentidos. Deus está presente, mas na profundeza de tudo o que existe.  Há então dois caminhos para percebê-Lo: ou o da introspecção, olhando e penetrando dentro de nós por intermédio da meditação ou concentração, ou olhando os efeitos que, da profundidade onde está Deus, vêm até à superfície, revelando assim a natureza das coisas que os geram e movimentam. Pode-se assim chegar a compreender o pensamento de Deus, pelo menos no que diz respeito à nossa vida, quer afinando os sentidos no caminho da espiritualização, quer, para os que não conseguem olhar para dentro, olhando para fora, ou seja, observando o que vai acontecendo conosco e ao redor de nós.

    A nossa vida e o nosso destino não se desenrolam ao acaso, mas são dirigidos por Deus. Então, se os acontecimentos podem, até certo ponto, ser o efeito da nossa vontade, em grande parte exprimem também a vontade de Deus. As duas vontades se misturam, colaborando quando concordam, e em luta uma contra a outra quando são discrepantes. No primeiro caso, dizem a mesma coisa, e então é fácil conhecer a vontade de Deus. No segundo caso, dizem duas coisas diferentes. Mas, quando tivermos separado desse conjunto o que é efeito da nossa vontade, restará aquilo que nos vai revelar qual é a vontade de Deus a nosso respeito. Se observarmos a nossa vida, veremos que há fatos sobre os quais podemos exercer a nossa livre-escolha à vontade. Mas, veremos também que existem outros fatos acima da nossa vontade; são acontecimentos em relação aos quais não há escapatórias. Há uma parte da nossa vida regida como que por um destino, com características quase de fatalidade; há uma outra vontade, maior do que a nossa, à qual, queiramos ou não, temos de obedecer.  Em geral, esta é a conseqüência fatal do que livremente semeamos em nosso passado; fatal, não por um princípio de fatalismo que nos faria autômatos irresponsáveis, mas como efeito exato da nossa livre-vontade e do que ela quis realizar no terreno das causas, para que, conforme a Lei, tivesse de atuar no terreno dos efeitos. Aqui termina o domínio da nossa livre-escolha e vigora, em seu pleno poder, a Lei, que exige sempre obediência. Entramos aqui no domínio do destino, e vemos a maneira pela qual o construimos para nós mesmos.  Os inteligentes procuram conhecer a Lei nos seus princípios gerais e a Vontade de Deus no caso particular das suas vidas. Aceitando o que eles sabem que é justo, evitam atritos, choques, revoltas que geram a dor. Os que não possuem esta inteligência e boa vontade, os que estão ainda mergulhados na ignorância  e na revolta, ao invés de aceitar, rebelam-se, aumentando assim as suas faltas, piorando a sua posição, amontoando novas dívidas por cima das antigas.

    Queiramos ou não, nos fatos concernentes a nós, a nossa vontade e a Vontade de Deus trabalham juntas. Não que a boa vontade do homem tenha de colaborar, mas porque Deus permite que trabalhe também a nossa vontade, para a qual estabelece limites, efeitos e direção final. Podemos assim calcular quantas forças atuam entrelaçadas, a todo momento, em cada ato da nossa vida. Antes de tudo, está presente a nossa vontade passada, agora na forma dos seus efeitos que aparecem como fatais. Acima desses impulsos sobrepõe-se e opera a nossa vontade atual que tem o poder de corrigir, nos seus efeitos, aquela nossa vontade passada, iniciando novos caminhos ou endireitando os antigos.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Estupidez e liberdade.



 Quantos transtornos e dores causa a estupidez! Quantas pessoas sofrem por caturrice!
É em relação à saúde que se percebe até aonde vai a caturrice humana, pois obstinar-se neste caso acarreta dores, às vezes atrozes e pode ocasionar até a morte.
 Há um fator psicológico, mental ou espiritual que causa o estado de cegueira tão comum em pessoas estúpidas. Qualquer que seja este fator ele é aceito voluntariamente, a pessoa usa de seu livre arbítrio. O ser humano é sempre livre em seu mundo moral.  Quaisquer que sejam as influências exteriores ele sempre tem que usar sua vontade para aprovar ou não determinada ação.
Uma pessoa tem preguiça de escovar os dentes todos os dias. Com o passar do tempo tem problemas de cáries, mal hálito; o caso complica-se com problemas na gengiva, infecções na boca que a atrapalham comer e ocasionam outros problemas... Mas, tal pessoa não consegue entender por que é tão importante a higiene bucal correta, seu intelecto não reconhece esta necessidade, por mais óbvia que seja. Há algo que impede sua compreensão, sua mente é incapaz de entender algo tão simples.
Ao esforçar-se para esclarecer esta pessoa, ela reage com caturrice, inventa argumentos astutos e matreiros para justificar sua estupidez e continua a não modificar seu comportamento, a sofrer dores e incômodos...
É o mesmo caso de outra pessoa que sofre fortes dores e incômodos causados por vícios de cigarro e álcool.
 Um homem tem problema de impotência sexual, ele sofre constantemente com muitas dores em várias partes corpo, problemas cardíacos e outros incômodos. Porém, quando alertado pelo médico e outras pessoas de que o álcool e o cigarro causam isto, ele reage com uma caturrice estúpida, não modifica seu comportamento e fica sempre a sofrer.
Certamente que os exemplos reais mencionados acima são de pessoas ignorantes, sem instrução. Mas somente a ignorância não justifica tamanha estupidez, há aqui um fator desconhecido, o qual está relacionado ao livre arbítrio humano e a leis profundas da existência.
Tudo o que acontece a um ser humano é livremente aceito e desejado, consciente ou inconscientemente. A vida é sempre sábia. Colhe-se o que se planta... 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Preguiça.

A preguiça é uma disposição humana que afeta muitas áreas de interesses humanos por toda a vida. Quem não aprender desde cedo a dominar esta nociva tendência terá muitos problemas de comportamento, os quais afetarão profundamente sua qualidade de vida, relações humanas, trabalho e desenvolvimento pessoal.
Estes são aspectos sociais, mas há algo mais grave e profundo o qual exige mais acurada atenção: o aspecto moral. A preguiça abre as portas a todo tipo de vícios, a pessoa habituada à preguiça fica em um estado de inércia nefasta o qual induz a acomodar-se a situações inconvenientes. A pessoa sente-se arrastada cada vez mais e sempre mais acomoda-se até a degradação total.
Por isto é tão importante corrigir esta nefasta tendência nas crianças desde pequenas, habituá-las ao esforço, à resistência física e mental por meio de recursos apropriados à sua idade. Não imaginam os pais o bem que fazem às crianças ao discipliná-las com inteligência.
O mundo atual é uma prova viva do abandono terrivelmente nefasto da educação. A juventude atual foi abandonada por seus pais aos seus próprios instintos, instintos os quais deveriam ser disciplinados pelos pais desde cedo. O resultado é o que vemos todos os dias: Drogas, violência, alcoolismo, depravações sexuais e outras misérias, as quais afetam toda a humanidade.
A preguiça afeta o desenvolvimento intelectual e mental do ser humano, tem-se preguiça de falar e escrever corretamente, como o demonstra a enxurrada de erros gramaticais na internet; tem-se preguiça até de pensar!
Todo ser humano precisa de desenvolvimento intelectual como precisa de boa alimentação para nutrir e desenvolver o organismo. È necessário desenvolvimento cultural e intelectual constante, através de leitura e estudo. Deve-se incentivar as crianças à leitura desde pequenas.
Como acontece ao organismo humano privado de uma boa alimentação: depauperamento, fraqueza, doenças, assim também acontece à parte mental humana. Mentes e espíritos doentes, bestializados, estupidificados pela ignorância.
Os milhões de adolescentes e jovens da atual geração serão no futuro amargas e infelizes pessoas maduras, envelhecidas prematuramente, com o organismo corroído por doenças e incômodos.
Tudo isto causado pela preguiça!

terça-feira, 2 de abril de 2013

A grande síntese.


Veio à luz no começo do século vinte uma obra intitulada “A grande síntese”. A obra é um marco do conhecimento humano. Seus conceitos, explanações, ideologia transcendem a toda a sabedoria humana. Há ali a explicação lógica de todos os fenômenos do universo, não só biológicos como também os fenômenos morais. Explicações sobre a origem da matéria, do universo desde os átomos até as maiores galáxias. A explicação lógica sobre os princípios universais que regem toda a vida no cosmo.
O ser humano é analisado sob uma ótica totalmente nova focando, sobretudo a importância do fator moral na existência humana, mas não sob uma visão bitolada e medíocre como é comum em trabalhos sobre moral. A visão é altaneira focando a humanidade sob o aspecto evolutivo determinado pela ação constante e eficiente da lei de Deus a qual domina totalmente o cosmo. O autor não perde de vista os muitos fatores objetivos e subjetivos que influenciam a motivação humana, fatores presentes e passados, próximos e distantes os quais imponderavelmente influenciam o comportamento humano.
A obra foi psicografada por Pietro Ubaldi. Não é difícil entender o motivo de usar um médium para a execução deste trabalho. A obra denota ser produto de uma poderosa mente com uma envergadura de visão vastíssima inalcançável a um ser humano, tem uma excelsa sublimidade que nenhum ser humano é capaz de possuir. Tem uma visão universalista e totalmente imparcial, coisa quase que impossível a qualquer humano.
Pietro Ubaldi parece não ter compreendido toda a importância desta monumental obra em toda sua extensão. Nós que analisamos sua obra sob a ótica da distância e do tempo notamos que passou despercebido a ele o valor incalculável desta portentosa obra a qual tem total precedência em importância  com  relação ao restante de sua obra.  Boa parte de sua obra posterior à  "Grande síntese" são comentários mais desenvolvidos de vários temas e assuntos abordados na obra “A grande síntese".
A obra “A grande síntese” tornará no futuro o manancial de luz e conhecimento ao qual uma mais evoluída e melhor humanidade vai haurir a verdade.