A vida é sempre uma viagem. Seja um átomo, ou um ser humano, todos são filhos do Amor de Deus viajando rumo ao seio de nosso Pai infinitamente amoroso. O Universo maior, aquele cosmo gigantesco o qual contém uma infinidade de universos, é por si só uma criação portentosa assombrosa. Uma multidão sem fim de criaturas, fenômenos, forças e elementos existem e viajam sempre. O ser humano é apenas mais uma criatura no Universo infinito de Deus.
A condição humana é singular se comparada às outras criaturas irmãs, pois todos fomos criados pelo mesmo Pai infinitamente bondoso. Esta singularidade é o que faz a diferença entre nós e as outras criaturas, aquilo que determina a superioridade da humanidade em relação ao resto das criaturas: o pensamento, um dos mais ricos e importantes atributos humanos. O pensamento é uma atributo da alma, é por ele que percebemos a realidade espiritual, é por ele que percebemos o sutil mundo da alma e sua riqueza inesgotável.
O pensamento é um tipo de disco rígido onde a alma guarda o resultado de sua experiência pessoal durante sua viagem. Suas dores, suas derrotas, suas tristezas, suas alegrias, suas vitórias, tudo fica registrado no imo da alma e é acessado pelo pensamento.
O pensamento é uma flor preciosa, uma portentosa criação divina por meio do qual a alma se reconhece a si mesma e se revela a si mesmo a vastidão imensurável da criação de Deus.
A alma se perderia em seu desespero ao perceber sua insignificância no esquema perfeito das coisas, se ela pudesse enxergar a extensão imensurável do percurso de sua viagem. A alma seria esmagada pelo peso de sua solidão se sentisse o vazio eterno que coisa alguma pode substituir. É por isto que a sabedoria de Deus criou a alma humana tão propensa à sociabilidade. Um recurso para que todos se ajudem e possam de alguma forma compensar o vazio que todos tem dentro de si e tentam encobrir com mil coisas fúteis.
Mas este não é o melhor caminho. O melhor caminho é a estrada percorrida pelos santos, gênios e todas as almas de alto quilate: a senda sagrada da solidão.
Para os tolos a solidão é macabra. Para os fúteis ela é insuportável; para os ignorantes ela é medonha, mas para os sábios ela é a porta que conduz ao iluminado mundo do pensamento, imensuravelmente distante da baixeza, da vulgaridade, da mesquinhez ridícula da existência humana comum, em seu círculo estreito de interesses egoístas e maldosos.
Esta porta abre para o Universo divino, o qual é o porto definitivo onde aportarão um dia todos os filhos de Deus em sua viagem à eternidade, à beleza e ao amor.
Luz.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Destino e verdade.
Assisti um lindo filme no you tube de título “É culpa das estrelas.” A história é linda, o desempenho da atriz principal foi estupendo, merecedor do oscar de melhor atriz. Um dos filmes mais lindos e comoventes que já assisti.
O filme conta a história de duas pessoas marcadas pelo sofrimento imposto pelo destino. Uma com câncer e outra tornou-se deficiente físico devido a problemas com a doença.
À parte a questão artística, o filme transmite uma mensagem errônea, muito comum segundo a mentalidade ignorante e maldosa do mundo: A vida é injusta.
Tal pensamento é devido a um ponto de vista distorcido e não está de acordo com a realidade profunda que está presente em todo o Universo.
A vida nunca erra. Por mais doloroso que seja um destino, a misericórdia de Deus sempre está presente. Na realidade estamos sempre um pouco melhor do que merecemos.
A causa deste ponto de vista errôneo é a ignorância da realidade espiritual. A humanidade em sua maioria ainda se debate nas trevas da ignorância. É necessário aguardar o amadurecimento espiritual, o qual ocorre lentamente. Até lá, somente os poucos mais avançados na senda da evolução poderão compreender a verdade espiritual.
Esta verdade é o espírito eterno que caminha no tempo na esteira infinita das vidas sucessivas. O que se planta em uma existência, colhe-se em outra. Esta é a explicação lógica e racional para aqueles destinos dolorosos, os quais causam espanto.
Não se pode avaliar esta situação sob o olhar maldoso e astuto da ignorância. Este olhar é sempre falso e perverso.
O que há por trás desta atitude mental é o demônio humano, o qual motiva quase todas as ações humanas. Este demônio quer dominar e impor sua vontade perversa. É uma força cega que gostaria de dominar o Universo, mas é obrigado a calar-se diante do poder maior de Deus, ao qual ele é obrigado a submeter-se, queira ou não.
O demônio ama as trevas e o mal. Ele usa de todos os recursos para desviar a pobre humanidade do caminho da luz. Aqueles que ouvem suas matreiras sugestões, servem ao mal e depois choram tardiamente sob o chicote infalível da justiça de Deus.
Por isto, pessoas que participaram, direta ou indiretamente nesta obra, responderão à infalível justiça de Deus por difundirem as trevas e a mentira.
Todos tem o dever de contribuir com seu quinhão de luz para a evolução da humanidade. É uma daquelas leis sutis, mas poderosas, às quais é imposição da vontade poderosíssima de Deus e força alguma pode mudar isto.
Não se deve olhar o Universo sob olhar acanhado, perverso e trevoso da baixa natureza humana. Para se ter uma visão correta das coisas é necessário um entendimento saudável, maturidade, cultura elevada e muita sabedoria; qualidades estas, raras de se encontrar neste inferno baixo e vulgar.
Para as multidões, as quais sofrem por sua ignorância, não resta senão o recurso da humildade e da fé, as quais servem de substituto até que o tempo e a luz de Deus façam sua obra.
Lembremos o sábio provérbio chinês: “É melhor iluminar as trevas com uma vela pequena e bruxuleante, do que maldizer a escuridão.”
O filme conta a história de duas pessoas marcadas pelo sofrimento imposto pelo destino. Uma com câncer e outra tornou-se deficiente físico devido a problemas com a doença.
À parte a questão artística, o filme transmite uma mensagem errônea, muito comum segundo a mentalidade ignorante e maldosa do mundo: A vida é injusta.
Tal pensamento é devido a um ponto de vista distorcido e não está de acordo com a realidade profunda que está presente em todo o Universo.
A vida nunca erra. Por mais doloroso que seja um destino, a misericórdia de Deus sempre está presente. Na realidade estamos sempre um pouco melhor do que merecemos.
A causa deste ponto de vista errôneo é a ignorância da realidade espiritual. A humanidade em sua maioria ainda se debate nas trevas da ignorância. É necessário aguardar o amadurecimento espiritual, o qual ocorre lentamente. Até lá, somente os poucos mais avançados na senda da evolução poderão compreender a verdade espiritual.
Esta verdade é o espírito eterno que caminha no tempo na esteira infinita das vidas sucessivas. O que se planta em uma existência, colhe-se em outra. Esta é a explicação lógica e racional para aqueles destinos dolorosos, os quais causam espanto.
Não se pode avaliar esta situação sob o olhar maldoso e astuto da ignorância. Este olhar é sempre falso e perverso.
O que há por trás desta atitude mental é o demônio humano, o qual motiva quase todas as ações humanas. Este demônio quer dominar e impor sua vontade perversa. É uma força cega que gostaria de dominar o Universo, mas é obrigado a calar-se diante do poder maior de Deus, ao qual ele é obrigado a submeter-se, queira ou não.
O demônio ama as trevas e o mal. Ele usa de todos os recursos para desviar a pobre humanidade do caminho da luz. Aqueles que ouvem suas matreiras sugestões, servem ao mal e depois choram tardiamente sob o chicote infalível da justiça de Deus.
Por isto, pessoas que participaram, direta ou indiretamente nesta obra, responderão à infalível justiça de Deus por difundirem as trevas e a mentira.
Todos tem o dever de contribuir com seu quinhão de luz para a evolução da humanidade. É uma daquelas leis sutis, mas poderosas, às quais é imposição da vontade poderosíssima de Deus e força alguma pode mudar isto.
Não se deve olhar o Universo sob olhar acanhado, perverso e trevoso da baixa natureza humana. Para se ter uma visão correta das coisas é necessário um entendimento saudável, maturidade, cultura elevada e muita sabedoria; qualidades estas, raras de se encontrar neste inferno baixo e vulgar.
Para as multidões, as quais sofrem por sua ignorância, não resta senão o recurso da humildade e da fé, as quais servem de substituto até que o tempo e a luz de Deus façam sua obra.
Lembremos o sábio provérbio chinês: “É melhor iluminar as trevas com uma vela pequena e bruxuleante, do que maldizer a escuridão.”
domingo, 20 de setembro de 2015
Coragem e personalidade.
Uma das coisas mais raras de encontrar-se neste inferno que chamamos de mundo é uma personalidade. Personalidade, como indica a palavra, é algo totalmente pessoal, sem influências externas que alteram o padrão pessoal. Tal coisa não existe na personalidade humana atual.
O comportamento humano é motivado por uma gama de fatores alheios à vontade humana, os quais provém do subconsciente e motivam a vontade para agir de acordo com a influência motivadora. Instintos maldosos, pressão social, orgulho, vaidade, egoísmo, convenções tolas e um farto quinhão de fatores inferiores motivam o comportamento humano a todo o momento graças à baixeza humana e seu amor ao demônio.
É notável a inabilidade humana em viver sob princípios sábios. Pouca gente tem um eu saudável. Um eu saudável não quer dizer perfeito e sim equilibrado. O equilíbrio é o máximo que pode suportar o nível de evolução da humanidade neste momento de sua caminhada em direção à luz.
Não podemos deixar de notar que a covardia é um dos fatores mais determinantes no comportamento humano. A coragem é uma das mais raras virtudes humanas. Existe um tipo de coragem mais rara ainda: é a coragem de lutar pelo bem e a verdade.
Muitos gênios e outras almas elevadas assombraram gerações e gerações com suas obras corajosas. Estas almas foram torturadas, perseguidas impiedosamente pela perversidade e ignorância da maioria estúpida, mas não desistiram. Elas lutaram toda a vida pela verdade e a luz. Estas pessoas deixaram um rastro de luz para todas as gerações até o final dos tempos. Quem quiser sobressair-se do rebanho perverso, alienado e sonolento, deverá palmilhar o rastro de luz deixado pelas almas elevadas.
Esta é a coragem do amor, aquela coragem que a maioria lamenta às portas da morte todos os dias.
Quantas lágrimas tardias são derramadas no momento sombrio do acerto de contas com a Vida. Naquele momento em que a foice fatal da morte está suspensa sobre nosso pescoço pronta a dar o bote fatal.
É a pergunta silenciosa da Vida: “O que fizeste de tua peregrinação?” “Plantaste as sementes do bem?” “Espalhaste a rosa do amor?” “Compartilhaste teu bem estar com os menos favorecidos?” “Foste honesto?” “Difundiste luz e conhecimento?” “Soubeste viver sob o tacão da dor?” “Sim?” “És uma alma afortunada, desfrutarás da ventura eterna, receberás o beijo de Deus.”
“Não?” “Pobre de ti, afundarás no mar lodoso, onde gemerás sob o peso de tua dor angustiante e vais chorar tuas lágrimas tardias onde reina o sofrimento, a tortura, a miséria e as trevas.”
O comportamento humano é motivado por uma gama de fatores alheios à vontade humana, os quais provém do subconsciente e motivam a vontade para agir de acordo com a influência motivadora. Instintos maldosos, pressão social, orgulho, vaidade, egoísmo, convenções tolas e um farto quinhão de fatores inferiores motivam o comportamento humano a todo o momento graças à baixeza humana e seu amor ao demônio.
É notável a inabilidade humana em viver sob princípios sábios. Pouca gente tem um eu saudável. Um eu saudável não quer dizer perfeito e sim equilibrado. O equilíbrio é o máximo que pode suportar o nível de evolução da humanidade neste momento de sua caminhada em direção à luz.
Não podemos deixar de notar que a covardia é um dos fatores mais determinantes no comportamento humano. A coragem é uma das mais raras virtudes humanas. Existe um tipo de coragem mais rara ainda: é a coragem de lutar pelo bem e a verdade.
Muitos gênios e outras almas elevadas assombraram gerações e gerações com suas obras corajosas. Estas almas foram torturadas, perseguidas impiedosamente pela perversidade e ignorância da maioria estúpida, mas não desistiram. Elas lutaram toda a vida pela verdade e a luz. Estas pessoas deixaram um rastro de luz para todas as gerações até o final dos tempos. Quem quiser sobressair-se do rebanho perverso, alienado e sonolento, deverá palmilhar o rastro de luz deixado pelas almas elevadas.
Esta é a coragem do amor, aquela coragem que a maioria lamenta às portas da morte todos os dias.
Quantas lágrimas tardias são derramadas no momento sombrio do acerto de contas com a Vida. Naquele momento em que a foice fatal da morte está suspensa sobre nosso pescoço pronta a dar o bote fatal.
É a pergunta silenciosa da Vida: “O que fizeste de tua peregrinação?” “Plantaste as sementes do bem?” “Espalhaste a rosa do amor?” “Compartilhaste teu bem estar com os menos favorecidos?” “Foste honesto?” “Difundiste luz e conhecimento?” “Soubeste viver sob o tacão da dor?” “Sim?” “És uma alma afortunada, desfrutarás da ventura eterna, receberás o beijo de Deus.”
“Não?” “Pobre de ti, afundarás no mar lodoso, onde gemerás sob o peso de tua dor angustiante e vais chorar tuas lágrimas tardias onde reina o sofrimento, a tortura, a miséria e as trevas.”
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
"A lei biológica da renovação." Capítulo de "A grande síntese." Obra sublime. Psicografia: Pietro Ubaldi
Com a vida, o transformismo da estequiogênese e da evolução dinâmica acelera ainda mais seu ritmo. A trajetória
daquele devenir fenomênico, que estudamos nas fases γ (gama, matéria) e β (beta, energia), torna-se a linha de vosso destino. Matéria e energia não nascem e
morrem tão rapidamente, não mudam com essa velocidade. A vida tem que nascer e morrer sem jamais deter-se, sem possibilidade
de parar esse movimento mais rápido, inexoravelmente batido por um ritmo mais veloz de tempo. O equilíbrio da vida é o
equilíbrio do vôo, em que a estabilidade está condicionada à velocidade. Vimos que a estabilidade das combinações químicas de um metabolismo que se renova sempre é a característica fundamental do fenômeno biológico. Nascer e morrer, morrer e nascer,
essa é a trama da vida. A constituição cinética da substância se exterioriza e aparece cada vez mais evidente, à proporção que a
evolução ascende até sua forma mais alta, a vida. A matéria é tomada num turbilhão cada vez mais veloz, que a permeia em sua
essência mais íntima, para que possa responder aos novos impulsos do ser e tornar-se meio de desenvolvimento do novo princípio
psíquico da vida, α (espírito).
Parece-vos uma fraqueza da vida, essa fragilidade, essa contínua necessidade de reconstrução, para suprir sua contínua
dispersão e desgaste; mas essa é sua força. Parece-vos que não sabe manter-se numa estabilidade constante. Ao contrário, esse
transformismo mais rápido é a primeira condição de suas capacidades ascensionais, um poder absolutamente novo no caminho da
evolução. Na vida, o espasmo da ascensão se torna mais intenso, rapidíssimo. O turbilhão psíquico nasce e se desenvolve cada vez
mais poderoso, de forma em forma; a veste da matéria se torna cada vez mais sutil; o pensamento divino se torna cada vez mais
transparente. É necessário reconstruir, continuamente, vossos corpos, e só uma troca ou recâmbio constante pode sustentá-los.
Esta, que parece vossa imperfeição, constitui vosso poder. Neste ritmo rápido tendes que viver: juventude e velhice, sem jamais
parar. Mas nessa corrida é indispensável experimentar continuamente, provar, assimilar, avançar espiritualmente, esta é a vida.
Poder existir à custa de uma renovação contínua significa tão somente ter que marchar, cada dia, na grande estrada da
evolução. Vós vos prendeis à forma; acreditais que sois matéria; quereríeis paralisar esse maravilhoso movimento; para prolongar
a ilusão de um dia, gostaríeis de parar a marcha estupenda. Mas possuís, além da juventude do corpo, a inexaurível e eterna
juventude de uma vida maior, não a terrena. Naquela sois indestrutíveis, eternamente novos e progressistas, sois jovens, não no
corpo caduco, mas no espírito eterno. Não deis importância às alvoradas e aos crepúsculos de um dia, pois cada crepúsculo
prepara nova aurora. É lógica simplicíssima, evidente lei de equilíbrio esta, pela qual tudo o que nasce, morre, mas também tudo o
que morre tem de renascer.
Não vos iludais a vós mesmos; não percais um tempo precioso no esforço inútil de tentar parar a vida. A beleza da mulher
deve servir à maternidade; a força do homem é feita para desgastar-se no trabalho. Só quando não tiverdes fraudado a Lei, mas
houverdes criado de acordo com sua ordem, vosso tempo “não será passado” e não tereis lamentações. Se pedis o absurdo, tereis
que colher ilusões. Colocai-vos no movimento, não na imobilidade. Desembaraçai vosso pensamento do passado que vos prende.
Superai-o. O passado morreu e contém o menos. Interessa o futuro, que contém o mais. A sabedoria não está no passado, mas no
futuro. Só vossa ignorância pode fazer que acrediteis na possibilidade de violar e fraudar a Lei, de deter-lhe o caminho fatal. Se
parais, o pensamento cristaliza-se, o tédio vos persegue, a satisfação de todas as necessidades, de todos os desejos vos torna
ineptos; ócio significa morte por inanição. O repouso só é belo como pausa, como consequência de um trabalho anterior e
condição de novo trabalho.
A necessidade de evoluir, imposta pela Lei, está gravada no mais profundo instinto de vossa alma: a insaciabilidade. A insatisfação
que permanece no âmago de todas as vossas realizações, qualquer desejo satisfeito que vos faz debruçar para outro
horizonte mais amplo, o descontentamento que vos atormenta logo que parais, o ilimitado poder de ambicionar, inato em vosso
espírito, tudo vos diz que sois feitos para caminhar. Isso pode constituir ânsia e ilusão, mas é estrada de progresso, é o esforço da
ascensão. A centelha, que guia vossa vida, sente a Lei, mesmo sem o saberdes; segue-a com seu instinto profundo, indelével, que
jamais conseguireis fazer calar. Isso não é condenação nem ônus de ilusões. Moveis-vos de acordo com a Lei, criai
substancialmente, e sentireis quanta alegria vos inundará o espírito! Ao invés, que tristeza sutil vos prende quando vosso tempo é
desperdiçado! Ocasiões perdidas, posições estacionárias: o universo caminhou e ficasteis parados em vossa preguiça. A alma o
sente, entristece-se e chora. Então gritais: Vanitas vanitatum (Tudo é vaidade). Mas vão sois vós: a vida não é vã.
Não desperdiceis vossas energias, não pareis à beira do caminho, não adormeçais enquanto a vida está desperta e
caminha; se cada dia tiverdes sabido criar no espírito e na eternidade, se tiverdes dado a cada ato esse objetivo mais alto e mais
substancial, tereis caminhado com o tempo e não direis: o tempo passou! Tereis renovado vossa juventude com vosso trabalho e
não tereis envelhecido tristemente. Então não direis mais da vida: vanitas vanitatum.
Realizai o trabalho oferecido por vosso destino e não invejeis quem está no ócio. Vós, humildes, não invejeis os ricos e
poderosos, porque eles têm outros trabalhos a fazer, outros problemas a resolver, outros pesos a suportar. Ninguém repousa
verdadeiramente. Não há parada para ninguém no caminho da vida. Mas considerai-vos todos soldados do mesmo exército,
encarregados de trabalhos diferentes, coordenados ao mesmo objetivo. Não invejeis aqueles cuja aparência os apresenta felizes: a
verdadeira alegria não se usurpa, não se herda. Aquilo que não se ganhou não dá satisfação, não se aprecia e se desperdiça.
A alma quer a sua alegria, sua propriedade, fruto de seu trabalho; só isso é apreciado, só isso traz prazer. As vantagens
gratuitas não trazem satisfação. A Lei distribui alegria e dores acima de vossas partilhas humanas, com profunda justiça. Como
poderíeis ser felizes, se vossas vidas fossem mais substanciais! Por que acumular, com qualquer meio, se tudo deverá ser deixado?
Considerai antes a vida como campo de adestramento, onde estais para temperar vossas forças, para provar vossas capacidades,
para aprender novos caminhos, para aprofundar vossa consciência. Estais no mundo para construir não na areia, mas para edificar-vos
a vós mesmos.
Não busqueis o absurdo de querer prender-vos definitivamente numa matéria instável e caduca; a troca que a vida a
submete, não permite que sua imagem resista um instante. Desprezai a miragem das formas. O que existe fica e sobrevive à
renovação contínua dos meios, o que verdadeiramente importa sois vós, vossa personalidade espiritual. Não façais do mundo um
fim, pois é apenas um meio. Não invertais as posições e as funções. Não vos transformeis de senhores em servos. Caminhai.
Lançai-vos à grande correnteza. A vida é feita para correr e avançar. Triste é o lamento do tempo perdido no sono, do tempo que
não trouxe nenhum progresso e vos deixou para trás, estacionários; triste é o choro da alma que se vê iludida em sua maior
necessidade, em que a Lei fala e exprime-se. Avançai, se não quiserdes que a correnteza vos ultrapasse e vos abandone. Sede
insaciáveis, como Deus vos quer, trabalhando substancialmente, criando no bem, na eternidade.
Como podeis ser tão crianças, para acreditar que num universo tão perfeito a felicidade possa ser usurpada por vias transversas,
com meios injustos? Trabalhai: procurai vossas alegrias, conquistai-as com vosso trabalho. Vossa alma jamais se alegrará
com as maiores conquistas se não forem vossas, se não forem produto de vosso esforço, testemunho e medida de vossa capacidade. Mais que o resultado exterior, a alma quer a demonstração de seu íntimo poder, quer a prova de sua sabedoria progressiva,
quer o obstáculo para poder vencê-lo, quer a prova constante de seu valor íntimo e indestrutível.
O resultado prático, concreto, na economia da vida, é quase um produto secundário e de refugo. Por isso, a Lei não cuida
dele e, logo que sai das mãos do homem, abandona-o à mercê de forças de ordem inferior. Como é triste ver vosso contínuo
esforço inútil para realizar-vos num mundo ingrato e rebelde, para imprimirdes na matéria o sopro de vossa alma eterna! Que
trágico espetáculo, o inconciliável contraste entre a vontade e os meios, entre o pensamento e sua realização! Por causa dessa
correspondência inadequada, dessa incurável impotência da matéria, as maiores almas, muitas vezes abatem-se exaustas aos pés de
seus ideais, altos como rochas, cujos cimos resplandecem fora da Terra. Terra móvel e vã, que recolhe a ruína de todas as vossas
grandezas humanas! E como podeis ainda insistir no doloroso jogo, ou concluir tristemente que nascesteis apenas para colher
ilusões?
Concebei a vida não mais na superfície, mas em sua realidade mais profunda, e se dissipará a condenação aparente;
construí no espírito, que mantém eternamente as impressões, e vossas aspirações encontrarão eterna expressão.
Este ritmo mais rápido da vida, cuja essência e origem vimos no estudo dos movimentos vorticosos, manifesta-se nas
formas orgânicas como uma permuta química contínua. Tal como a vida psíquica é um veículo em marcha, que avança de curva
em curva, de estação em estação, sem possibilidade de parar, assim a vida orgânica é uma renovação contínua; o material de que é
constituída é uma corrente. Esse material, no entanto, no seu conjunto, é sempre o mesmo, move-se circulando de organismo em
organismo. A vida é feita de unidades comunicantes, ligadas em indissolúvel vínculo por contínuas permutas do material
constitutivo. Como um rio, em que sempre mudam as águas, assim o ser se mantém, na mudança dos elementos constitutivos, sua
própria individualidade.
A lógica vos indica a presença de um princípio superior e diferente de cada uma das partes componentes, porque o mesmo
material é plasmado diferentemente, individualizado em diferentes formas específicas, de acordo com a natureza do ser, que dele
se apropria. O organismo superior é uma verdadeira sociedade de células, com funções distintas, mas há uma coordenação de funções de cada uma das unidades menores diante das maiores; há uma subordinação do interesse individual ao coletivo. Os organismos
superiores são agrupamentos associados, semelhantes à sociedade humana, em que existe um poder central dirigente. As
unidades componentes nascem e morrem, de uma vida menor englobada no âmbito da vida maior. Basta o fato de que ela
permanece constante, para demonstrar a existência em vós de uma individualidade superior e independente. Vede como à vida e
ao seu desenvolvimento está subordinado todo o transformismo dos materiais tomados na sua circulação; à vida maior são
oferecidas em holocausto, como a um interesse superior, todas as vidas menores que a atravessam e nela se sustentam. Contínuos
nascimentos e mortes menores, coordenados num organismo que, por sua vez, nasce, morre e se coordena em organismos
coletivos mais amplos; que, por sua vez, nascem e morrem, sejam espécies animais ou famílias, povos, civilizações, humanidades.
A vida se organiza coordenando em unidade, de acordo com o princípio das unidades coletivas.
Embora a substância viva e morra continuamente, a vida jamais se extingue. Renovar-se é sua condição. A vida e a morte
são apenas fases dessa renovação, a vida e a morte da unidade menor constituem a permuta da unidade maior de que ela é parte
orgânica. Nessa rede de leis, nas quais ocorrem os fenômenos e nas quais a matéria está presa, não há lugar para absurdos, como
seria o fim de qualquer unidade menor ou maior. Ao contrário, tudo se reagrupa em unidades coletivas e coordena a própria
evolução, na evolução das unidades superiores, de que é o elemento constitutivo (lei dos ciclos múltiplos).
terça-feira, 1 de setembro de 2015
O problema econômico. Texto de "A grande síntese", psicografia de Pietro Ubaldi. Patamar supremo do conhecimento.
Vossa ciência econômica acredita justificar-se, como se partisse de um princípio de justiça original, afirmando, com sua premissa hedonística, a presença de um tipo abstrato de homo economicus, como que se pudesse isolar, na realidade, um aspecto, como se cada fenômeno não estivesse vinculado a todos os fenômenos, na lei universal. Vossas ciências sociais baseiam-se facilmente em qualquer mentira piedosa. Mas, dizei a verdade: dizei que quase sempre o homem é realmente — não como hipótese econômica — um perfeito hedonista; no campo dos negócios, limita-se a aplicar sua natureza egoísta; que o do ut des (Dou para que dês) não é um equilíbrio de direitos, mas um medir as forças para estrangular-se mutuamente; declarai a impotência da maioria para compreender uma aproximação, ainda que mínima, do amor evangélico; dizei que o homem é uma fera envernizada de civilização e então tereis as bases reais do fenômeno econômico. Reconhecei: a ciência que o estuda é a codificação do egoísmo, isto é, do instinto mais desagregador do complexo social. A premissa hedonística é princípio anticolaboracionista por excelência; é um princípio de dissolução, que o edifício econômico carrega consigo, como insanável vício de origem, reaparecendo sempre nos momentos de crise. Egoísmo de capital, egoísmo de trabalho, egoísmo de produtor, egoísmo de consumidor; egoísmo individual, de classe, de nação (sistema protecionista); coalisão de egoísmos, organização de egoísmos, sempre egoísmo! As mercadorias, a riqueza, o trabalho, precipitam-se atraídos (no regime livre cambista) ou subjugados por essa grande força, mesmo que seja ilógica e contraste com as supremas exigências das ascensões humanas. No entanto, esta é a meta inderrogável, ética elevada, à qual todas as funções sociais têm de subordinar-se para o objetivo único da evolução. Ao contrário, egoísmo é luta, atrito, dispersão, germe de destruição. É o ponto fraco do mecanismo, um fardo enorme que tem de ser arrastado, e o torna imperfeito, ameaça-lhe a jornada, qual cego que avança entre choques e reações. Para quantas dores haveria fácil remédio, se cada um amasse o próprio semelhante como a si mesmo! Se o fenômeno econômico é a expressão da lei do menor esforço, assume sempre a forma de coação. O equilíbrio entre oferta e procura é resultante de uma luta, o oferecimento de uma mercadoria é apenas a exigência de um preço; tudo move-se pela própria necessidade, não pela consciência das necessidades recíprocas; um sistema carregado de atritos, um equilíbrio forçado entre forças antagônicas, tensas para eliminar-se, sobrecarrega-se pelo peso do egoísmo. Não era possível deixar de chocar-se, mesmo neste campo, numa manifestação da lei universal, e não encontrar equilíbrios. Mas, diante do princípio do ut des, da procura e da oferta, o egoísmo caminha triunfante, seguindo a lei do menor esforço, para equilíbrios móveis, mas matematicamente exatos, que podeis calcular, mas que conservam sempre a marca da premissa original: o egoísmo demolidor. O instinto hedonista, em sua inconsciência de todos os outros valores sociais, caminha calcando todos eles, contanto que se realize a si mesmo. Força primitiva, brutal que, se em vosso nível é impulso de criação, também constitui princípio de destruição, pelo qual sofreis infinitas crises e reveses. Mas a evolução, fenômeno universal, tinha que funcionar também neste campo, com a gradual eliminação do princípio hedonístico, por cerceamento, por limitações e elevações progressivas, até saber compreender os interesses de ordem geral no próprio âmbito. Encontramos por toda a parte o mesmo processo ascencional, pelo qual a força tende à justiça, o egoísmo ao altruísmo, a guerra à paz, o mal ao bem. Na evolução não se pode isolar um campo do outro. Todos os fenômenos sociais porém, devem ser concebidos e fundidos numa ética superior. O conceito hedonístico, colocado como base das ciências econômicas, é filho do agnosticismo de outros tempos, já agora superados. Se, num primeiro momento, o perfeito equilíbrio da balança — do ut des — é o máximo de justiça que a psicologia das permutas pode conter, nos momentos superiores o progresso impõe a introdução do fator moral no fenômeno econômico em proporção cada vez mais ampla. Como na evolução do egoísmo, o próprio cálculo utilitário vos levará a isso, pois nele se exprime a lei do menor esforço. Sendo a luta cheia de atritos que implicam enorme dispersão de energia, é vantagem suprimi-los. Em vosso atual mundo, raramente a riqueza segue a estrada do bem; não é meio para conquistas mais altas, mas fim para gozos que premiam as aptidões mais rapaces e antisociais. Atenção, porém, porque essa psicologia é supremamente demolidora, mesmo no campo do utilitarismo individual (inconsciência coletiva), o oposto do colaboracionismo (consciência coletiva). Quando um fenômeno nasce envenenado por impulsos negativos, estes, indestrutíveis como todas as forças, acompanham-no e o corroem até sua destruição; quando uma ação está infeccionada no momento decisivo do nascimento pelo germe da desonestidade, ele se arrastará corroído por dentro, como um enfermo, até que a desagregação interna o resolva com a morte. Eis porque o vosso mundo econômico está cheio de crises inevitáveis, sem remédio, e porque elas surgem sobre esses equilíbrios instáveis e fictícios. A solução não se encontra na criação de um rebanho de irresponsáveis, de mendigos, sustentados pelo Estado, mas na criação de uma sociedade de responsáveis, que saiba manejar conscientemente a grande força econômica. Não pressuponho uma mutilação, mas um aumento de consciência, de poder, de liberdade, de confiança, de responsabilidade. O homem não deve anular-se, mas manejar as forças da vida para aprender; deve correr livremente o risco de errar para que, ao sofrer as consequências, emende-se; deve bater a cabeça para aprender a não batê-la mais. À força de crises, de derrocadas, de desastres financeiros, aprenderá que o negócio mais estável, mais sábio, mais lucrativo é a honestidade; que a posição mais utilitária é a que leva em conta o interesse de todos, a que se funde e não se isola no organismo coletivo econômico. Estas são as leis da vida e não constituem utopias. Na direção desta renovação, o órgão máximo só pode ser a consciência coletiva: o Estado. O fenômeno econômico compete à autoridade central do Estado, como personificação integral da ética humana, das inoculações cada vez mais enérgicas de fator moral, constrições e correções que purificam a atividade econômica e a riqueza, e as canalizam para objetivos mais elevados. Compete ao Estado intervir e corrigir, introduzindo um mínimo ético cada vez mais alto, no fenômeno econômico, dirigindo de dentro e de fora, o árduo equilíbrio das permutas para um regime de colaboração, que não é apenas compensação, mas compressão de egoísmos; não apenas coordenação, mas fusão num organismo econômico universal. Uma ciência econômica diferente da atual que suporta a Lei, mas consciente dela, não deve surgir de bases hedonísticas, mas colaboracionistas porque, numa sociedade mais adiantada, a fase ética e utilitária é cooperação; esta é a revolução econômica fundamental que, neste campo, exprime vossa atual maturação biológica. Infelizmente, os sistemas que hodiernamente dominam no mundo levam a uma seleção às avessas, a do mais astuto e desonesto, enquanto o honesto é eliminado. A sociedade não exalta o homem que dá, porque esse fica pobre, mas o homem que apanha e acumula, porque esse fica rico. No entanto, o primeiro dá aos outros o que é seu, o segundo tira dos outros para si. Este só poderá justificar-se realizando sua função de conservar e fecundar a riqueza com seu trabalho. Em vosso mundo, os melhores estão escondidos, porque são sensíveis, modestos, endereçados a outras metas, não têm as qualidades agressivas que condicionam o êxito. Ao invés, os ambiciosos e ávidos sabem pisotear tudo sem escrúpulos para consegui-lo. O que brilha em vosso mundo raramente coincide com os valores intrínsecos; o triunfo econômico muito rápido só pode significar ausência de honestidade. Ainda vos moveis no nível da força econômica (princípio hedonístico) e não ainda no da justiça econômica (colaboracionismo). Qualquer crise no regime hedonístico tem de descer até o fundo; só pode parar por saturação, só pode reerguer-se por uma reação natural do próprio fenômeno, depois de haver sido esgotado o impulso, pois não possui as capacidades compensativas do regime colaboracionista. Em vosso mundo não há proporção entre trabalho e lucro; o furto é autorizado na especulação; parasitismos são inevitáveis como consequência direta da premissa hedonística. O princípio do do ut des gera luta para tirar o máximo e dar o mínimo. Isto não apenas é o precedente da luta, mas implica toda a psicologia do furto, macula todo o mundo econômico, fazendo nele brilhar o egoísmo em lugar da justiça. Se o ponto de partida é a motivação hedonística, a vontade estará toda voltada para a exclusiva vantagem individual, à qual só se renuncia quando constrangido pela vontade alheia, que está voltada para outra vantagem individual. Vossa oferta é apenas um pedido de dinheiro, oculto totalmente pela mentira; não visa o interesse do consumidor, mas ao egoísmo do produtor. Por isso, vosso edifício econômico é torturado e desgastado por esse constante atrito de exploração, que arrasa segurança e confiança, que são as bases desse edifício. Por isso, o mundo econômico não é um organismo de justiça, mas um campo de competições sem piedade. Não existe proporção entre valor e preço. Este, o mais das vezes, não corresponde ao custo da produção, mas à maior ou menor capacidade que apresenta de suportar o peso da exploração. Verdade, porém, que o poder esfaimado da procura gera imediatamente a superprodução e equilibra-se com a oferta, mas esse equilíbrio espontâneo é com frequência ultrapassado pelo desequilíbrio originário do egoísmo, sempre voltado para reassumir a vantagem logo que possa. Além disso, não há quem não veja que o aumento de preço, pelo simples fato de que a procura é intensa e a oferta escassa, esteja distante da justiça, especialmente quando o consumidor se acha em condição de necessidade e a penúria seja causada pela açambarcação. Os bens na Terra, não buscam o caminho da necessidade, a riqueza é atraída pela riqueza e foge da pobreza. Ao invés de constituir uma ajuda, é frequentemente um mal na vida social. A psicologia hedonística carreia o dinheiro para onde não serve, afasta-o de onde poderia aliviar uma dor, proteger uma vida. Todos fogem do fraco e do vencido; logo que se manifesta uma fraqueza, tudo ocorre para agravá-la, empurrando-a para a beira do precipício. Para vós, a necessidade do próprio semelhante é um não-valor econômico, enquanto é valor a confiança que vos inspira uma sólida riqueza. Por isso, ela dificilmente executa a função que deveria ser para ela a primordial, ou seja, um meio de vida e de melhoria. Por vezes, transforma-se até em meio de opressão que absorve e destrói, em lugar de fecundar e soerguer a vida. Essa hipertrofia do egoísmo constitui o mal que onera vosso mundo econômico e o ameaça. É ilógica e prejudicial essa canalização da riqueza para a riqueza, ao invés de sê-lo para a pobreza; essa atração levada a agigantar desigualdades que são a base dos desequilíbrios sociais e morais, essa tendência à concentração, enquanto a saúde está na descentralização. Em vosso mundo não existe acordo entre capital e trabalho. Esses dois extremos do campo econômico deveriam estender-se as mãos como irmãos. Torna-se inútil a determinação de leis e sistemas, pois o capital está poluído em suas origens pela desonestidade, que o tornará infecundo; cada remédio e cada controle ficam na superfície, pois na alma não existe a consciência da função social dessa destilação do produto do trabalho, que é o capital, e se torna um meio de opressão. Para superar os conflitos que oneram a humanidade neste campo, é mister também superar a inconsciência egoísta, elevando-a até à consciência colaboracionista. Os dois pólos, capital e trabalho — como todos os contrários — são complementares, feitos para completar-se, porque cada um deles, sozinho, não se sustenta; são feitos para unir-se e fecundar-se mutuamente, numa corrente de permutas contínuas, que devem ser, também, amplexos de espíritos. Somente na compreensão das duas forças podem praticamente combinar-se os impulsos da balança econômica. O único fato substancial que justifica vossas lutas, é que elas constituem um meio para chegar à compreensão, já que, também neste campo, como em qualquer outro, a evolução é irrefreável.
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