"Filho do homem, quando uma terra pecar contra mim, cometendo graves transgressões, estenderei a mão contra ela, e tornarei instável o sustento do pão, e enviarei contra ela fome, e eliminarei dela homens e animais;"
Ezequiel 14 vers. 13
Este versículo do antigo testamento é propício a profundas reflexões.
Referimos a um aspecto existencial da humanidade o qual é um peso milenar nas costas da humanidade. Uma carga que todos tem que carregar, queira ou não, uma imposição fatal da vida a todos: a luta pelo próprio sustento, ou na linguagem bíblica: “ganhar o pão com o suor do próprio rosto.”
Este é um aspecto marcante da lei de Deus e sua sapiente justiça. Aqui há uma relação quase sempre desconhecida, mas extremamente relevante para esclarecer esta questão tão importante para nós: a relação do fator moral e a condição existencial de uma pessoa.
Para sobreviver é necessário enquadrar-se às condições biológicas impostas pela sabedoria da vida, determinadas por uma sapiente lei maior governada pela infinita sapiência de nosso Pai Celeste, o poder supremo do universo. Não se pode fugir a esta lei suprema.
É esta suprema lei que coordena, governa e determina tudo o que existe, todos os acontecimentos, dos minúsculos aos gigantescos conglomerados estelares. Todas as criaturas existentes, desde os vírus até o ser humano, estão submetidas irremediavelmente a esta lei suprema.
Quem olhar sob a superfície ilusória das coisas vai observar uma hierarquia quase infinita entre as criaturas da natureza baseada no fator moral.
A criatura existe em condições existenciais de acordo com sua condição moral. Quanto melhor for uma criatura, maior será seu quinhão de qualidade de vida.
Esta é uma daquelas leis sutis, mas poderosas, que governam a existência universal ocultamente. Não se pode ver seus mecanismos, não se pode enxergar suas causas, mas sente-se na pele o peso de sua ação inapelavelmente.
Se observarmos atentamente a natureza, vamos perceber que as criaturas próximas ao homem demonstram sentimentos em seu comportamento. Os macacos se preocupam uns com os outros, tem muito cuidado com sua prole e tem um acentuado espírito de equipe. Os animais sentem saudade, tristeza e alegria.
A presença do sentimento é proporcional à subida da escala zoológica. Quanto mais evoluída biologicamente for uma criatura, maior é o quinhão de sentimento. Mas podemos dizer que a realidade é outra: quanto maior for o quinhão de sentimento, melhor é sua qualidade de vida.
Analisando a existência humana, o mundo em que vivemos no momento, vamos observar que é um mundo pobre, bilhões de pessoas vivem muito mal, sem mesmo os recursos mais indispensáveis. Dizem que mais da metade da humanidade vive em um nível abaixo da pobreza.
Há muita fome e miséria no mundo.
Bilhões de pessoas sofrem terríveis agruras todos os dias sob o peso da pobreza e miséria.
Este quadro seria uma afronta à bondade de Deus se não pudéssemos observar o comportamento humano daqueles que sofrem este tipo de provação.
Não se pode deixar de observar o comportamento infeliz tão comum entre pessoas das classes baixas de nossa sociedade. A violência, o crime, a corrupção, a desonestidade campeiam à solta nas camadas inferiores de nossa sociedade. A ignorância, a estupidez, tão comum entre pessoas de baixo nível social, estupidificam as pessoas, abrindo as portas a todos os tipos de vícios e perversidades.
O sentimento, o respeito ao próximo, os valores morais são frequentemente desprezados entre as classes baixas. Muitas vezes até mesmo inexistem.
É por isto que as classes sociais inferiores sofrem frequentemente com a falta do necessário, padecem agruras terríveis. A justiça de Deus dá a cada um o que merece, ela nunca erra.
O versículo bíblico acima esclarece o motivo da falta do necessário ao dizer: “Filho do homem, quando uma terra pecar contra mim, cometendo graves transgressões...”
É isto! Enquanto a pessoa caminhar pelas estradas trevosas do demônio e postergar a senda da luz e do amor, ela vai sempre padecer agruras terríveis. A vida vai secar a fonte de seu sustento até que o sofrimento, o cansaço, a agonia terrificante abram seu coração ao convite amoroso de Deus.
Luz.
sábado, 31 de outubro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Irmão Jumento
“Irmão jumento”, era assim que Francisco de Assis, uma das almas mais puras que já peregrinaram por este inferno, designava o corpo humano.
Alma de quilate puro, coração transbordante de alegria, ternura e bondade, ele foi um dos mais fiéis servidores de Deus neste infernal mundo.
Sua voz cantava as belezas magníficas da natureza eterna de Deus, ele era um artista nato, seu coração transbordava a mais pura alegria, sem sombra de tristeza ou mágoa. Ele transbordava amor e humildade, não se podia ficar perto dele sem sentir o calor do amor eterno, não se podia deixar de receber um pouco do amor que enchia seu coração e espalhava-se por tudo ao redor de si até cobrir todo o mundo como um farol gigantesco.
Raras almas captaram tão bem a luz e o amor de Deus. Sua vida foi um canto divino perpétuo, um rouxinol humano a espalhar bondade e amor.
Somente uma alma tão pura e elevada poderia designar tão bem o corpo humano. “Irmão jumento” é um termo bem apropriado para designar o estado subalterno do corpo em relação à alma eterna.
“Irmão jumento” toma quase toda a energia, atenção e esforço da humanidade. Para ele vai o resultado de todos os esforços, todos os planos, todos os objetivos da humanidade por toda a vida.
Isto não ocorre por imposição da Vida, como parece à visão estreita e invertida da tacanha alma humana. É antes um torto modo de ver e sentir as coisas tão comum à baixa e ignorante alma humana.
“Irmão jumento” atrai o coração humano e o coração humano -com raras exceções- ama irmão jumento com o mesmo amor.
Mas muito acima deste amor rasteiro e vulgar, está a alma humana, o tesouro eterno de Deus, a fonte mágica do amor, do conhecimento, da luz, da beleza, da humildade e da verdade. Por maior que seja o chamado de “Irmão jumento,” por maior que seja a fraqueza, a perversão, a maldade e todas as misérias que “Irmão jumento,” traz consigo não se pode calar a voz silenciosa, mas poderosa que fala no fundo de cada um momento a momento.
É o convite amoroso de Deus, o qual parte do seio de Deus e se espalha por todo o Universo como uma estrela infinita.
Francisco de Assis sentiu isto maravilhosamente, ele abriu seu coração totalmente para Deus. Deixou-se levar pela magnificência da magia deste amor. Absorveu esta magia por todos os poros de sua alma e transformou-se em um anjo de luz. Sua vida, sua santidade, seu amor, a beleza de sua alma encantará a toda a humanidade até o final dos tempos como uma das flores mais belas do jardim eterno de Deus.
Alma de quilate puro, coração transbordante de alegria, ternura e bondade, ele foi um dos mais fiéis servidores de Deus neste infernal mundo.
Sua voz cantava as belezas magníficas da natureza eterna de Deus, ele era um artista nato, seu coração transbordava a mais pura alegria, sem sombra de tristeza ou mágoa. Ele transbordava amor e humildade, não se podia ficar perto dele sem sentir o calor do amor eterno, não se podia deixar de receber um pouco do amor que enchia seu coração e espalhava-se por tudo ao redor de si até cobrir todo o mundo como um farol gigantesco.
Raras almas captaram tão bem a luz e o amor de Deus. Sua vida foi um canto divino perpétuo, um rouxinol humano a espalhar bondade e amor.
Somente uma alma tão pura e elevada poderia designar tão bem o corpo humano. “Irmão jumento” é um termo bem apropriado para designar o estado subalterno do corpo em relação à alma eterna.
“Irmão jumento” toma quase toda a energia, atenção e esforço da humanidade. Para ele vai o resultado de todos os esforços, todos os planos, todos os objetivos da humanidade por toda a vida.
Isto não ocorre por imposição da Vida, como parece à visão estreita e invertida da tacanha alma humana. É antes um torto modo de ver e sentir as coisas tão comum à baixa e ignorante alma humana.
“Irmão jumento” atrai o coração humano e o coração humano -com raras exceções- ama irmão jumento com o mesmo amor.
Mas muito acima deste amor rasteiro e vulgar, está a alma humana, o tesouro eterno de Deus, a fonte mágica do amor, do conhecimento, da luz, da beleza, da humildade e da verdade. Por maior que seja o chamado de “Irmão jumento,” por maior que seja a fraqueza, a perversão, a maldade e todas as misérias que “Irmão jumento,” traz consigo não se pode calar a voz silenciosa, mas poderosa que fala no fundo de cada um momento a momento.
É o convite amoroso de Deus, o qual parte do seio de Deus e se espalha por todo o Universo como uma estrela infinita.
Francisco de Assis sentiu isto maravilhosamente, ele abriu seu coração totalmente para Deus. Deixou-se levar pela magnificência da magia deste amor. Absorveu esta magia por todos os poros de sua alma e transformou-se em um anjo de luz. Sua vida, sua santidade, seu amor, a beleza de sua alma encantará a toda a humanidade até o final dos tempos como uma das flores mais belas do jardim eterno de Deus.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Luz!
Sou um servo da luz, é em vão que os dragões e as serpentes das trevas lançam suas farpas peçonhentas sobre mim.
Palmilho a estrada colorida dos sonhos que culminam para lá das estrelas...
Sigo as pegadas dos santos rumo ao infinito, onde o amor de Deus sobeja esplendoroso e mágico.
Sorvo o perfume maravilhoso da beleza eterna e deixo ele penetrar até as menores reentrâncias de minha alma.
Lanço minha dor nos braços amorosos de Deus e canto a alegria sublime da esperança.
O destino despeja tempestades e pedras estonteantes em meu caminho, mas meu amor pela luz é mais forte.
Sou uma criança, filha do Universo divino. Lanço meu sorriso ingênuo para o céu e o céu me responde.
Sou uma criança, filha da alegria perpétua que vem das profundezas ignotas, não estranheis minha confiança.
Vou cantar o hino mágico que provém da sinfonia das esferas e retumba até os confins do Universo.
Quereis vir comigo até o palácio luminoso das fadas?
Lá encontrareis o tesouro magnífico saudado por todos os poetas do mundo.
Lá vivereis a vida plena e não morrereis todos os dias à míngua em vossas trevas cotidianas.
Abandonai o peso do mundo que sobrecarrega teu coração e faz vossa alma envergar sob seu fardo todos os dias.
Abandonai as velhas estradas poeirentas do tédio, da rotina, do egoísmo que envenena e apodrece tua alma.
Lançai para longe os venenos do ódio, da maldade, da mesquinhez patética e abri vossos olhos à imensidão sem fim do Universo.
Despertai, não compartilhai o sono milenar das multidões infelizes.
Beijai a rosa cintilante da humildade, compartilhai esta sublime rosa com o mundo.
Sorrias a tudo, não deixeis o mundo matar tua alma criança na estrada pedregosa do destino.
Plantai no tempo hoje para colherdes amanhã na eternidade de Deus.
Palmilho a estrada colorida dos sonhos que culminam para lá das estrelas...
Sigo as pegadas dos santos rumo ao infinito, onde o amor de Deus sobeja esplendoroso e mágico.
Sorvo o perfume maravilhoso da beleza eterna e deixo ele penetrar até as menores reentrâncias de minha alma.
Lanço minha dor nos braços amorosos de Deus e canto a alegria sublime da esperança.
O destino despeja tempestades e pedras estonteantes em meu caminho, mas meu amor pela luz é mais forte.
Sou uma criança, filha do Universo divino. Lanço meu sorriso ingênuo para o céu e o céu me responde.
Sou uma criança, filha da alegria perpétua que vem das profundezas ignotas, não estranheis minha confiança.
Vou cantar o hino mágico que provém da sinfonia das esferas e retumba até os confins do Universo.
Quereis vir comigo até o palácio luminoso das fadas?
Lá encontrareis o tesouro magnífico saudado por todos os poetas do mundo.
Lá vivereis a vida plena e não morrereis todos os dias à míngua em vossas trevas cotidianas.
Abandonai o peso do mundo que sobrecarrega teu coração e faz vossa alma envergar sob seu fardo todos os dias.
Abandonai as velhas estradas poeirentas do tédio, da rotina, do egoísmo que envenena e apodrece tua alma.
Lançai para longe os venenos do ódio, da maldade, da mesquinhez patética e abri vossos olhos à imensidão sem fim do Universo.
Despertai, não compartilhai o sono milenar das multidões infelizes.
Beijai a rosa cintilante da humildade, compartilhai esta sublime rosa com o mundo.
Sorrias a tudo, não deixeis o mundo matar tua alma criança na estrada pedregosa do destino.
Plantai no tempo hoje para colherdes amanhã na eternidade de Deus.
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