A alma humana é astuta e matreira. Esta é uma patente
característica do demônio humano.
A falsidade é uma consequência natural deste estado.
Observamos a ação deste instinto perverso desde os primeiros anos de vida.
As crianças já demonstram esta tendência ainda no berço.
A astúcia é um recurso utilizado com muita frequência
pelas forças do mal que pululam neste baixo, perverso e trevoso mundo. O diabo –
As forças demoníacas do mal que lutam tenazmente contra Deus e o bem – prefere o
ataque indireto, disfarçado, repleto de artimanhas e matreirice.
O grande problema é a ação inexorável e poderosa da lei
de Deus, a qual domina completamente todo o universo. Coisa alguma, por menor
que seja, escapa de Sua ação poderosíssima e pertinaz.
A perversidade humana é cega e inconsequente. Mas a lei
de Deus é inexorável, Ela não se importa com a estupidez humana, perversa e
cega. Sempre que alguém ouvir a voz do mal terá que sofrer as consequências
dolorosas de suas escolhas. Ninguém engana a Deus. Todos colhem o que plantam.
Muito ainda a humanidade terá que sofrer para purificar
seu coração perverso e duro. Nossa civilização é um mar de iniquidade, egoísmo,
orgulho, perversidade e tantas outras misérias que assolam o mundo desde sua
origem. Todos compartilham este infeliz estado perverso.
Por isto, devemos olhar com reserva quando deparamos com
o mar de dor e miséria que assola a humanidade. Trata-se da justiça
poderosíssima e justa de nosso Pai eterno, infinitamente misericordioso. A
baixa, astuta e matreira alma humana não pode compreender isto em sua estreiteza
de visão, bitolada e perversa, mas terá que sorver até a última gota o cálice
amargo e aflitivo imposto pela poderosíssima e inexorável justiça de Deus.
Pode-se enganar todo o mundo, mas é impossível enganar a
Deus. Enquanto houver mal, haverá dor. É uma lei invencível.
A humanidade geme e chora sob o peso da justiça inexorável
de Deus. É o preço que pagamos por nossa maldade tenaz e estúpida.
Nós sofreríamos para sempre neste infernal círculo vicioso
de maldade-sofrimento se não existisse a
misericórdia infinita de Deus a cobrir nossa miséria perversa; amparando,
guiando e iluminando todos nós – mendigos perversos e miseráveis - no
silêncio das horas, sob a luz cintilante de trilhões de estrelas, as quais
enfeitam o céu infinito, como flores brilhantes nos jardins fulgurantes dos
universos sem fim...