Luz.

Luz.

domingo, 20 de outubro de 2013

Texto da obra "Vida e sexo," de Emmanuel. Psicografia: Chico Xavier.

AMOR LIVRE
Qual  das  duas,  a  poligamia  ou  a  monogamia  é  mais  conforme a lei da Natureza?
  A  poligamia  é  lei  humana  cuja  abolição  marca o  progresso social.  O  casamento segundo  as  vistas  de  Deus  tem  que se fundar na afeição dos seres que se unem. Na poligamia,  não há afeição real: há apenas sensualidade.
 O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Questão 701

Comenta­-se a possibilidade de legalização das relações sexuais livres, como  se fora  justo  escolher  companhias  para  a satisfação  do  impulso  genésico,  qual se  apontam iguarias ou vitaminas mais desejáveis numa hospedaria. Relações sexuais,  no entanto, envolvem responsabilidade.  Homem  ou  mulher,  adquirindo  parceira  ou  parceiro  para  a  conjunção  afetiva,  não  conseguirá,  sem  dano  a  si  mesmo,  tão ­somente  pensar  em  si.  Referentemente  ao  assunto,  não  se  trata  exclusivamente  da  ligação  em  base  do  matrimônio  legalmente  constituído.  Se  os  parceiros  da  união  sexual  possuem  deveres a observar entre si à face de preceitos humanos, voluntariamente aceitos, no  plano  das  chamadas  ligações  extralegais  acham-­se  igualmente  submetidos  aos  princípios das Leis Divinas que regem a Natureza. Cada Espírito detém consigo o  seu  íntimo  santuário,  erguido  ao  amor,  e  Espírito  algum  menoscabará  o  “lugar  sagrado” de outro Espírito, sem lesar a si mesmo. Conferir pretensa legitimidade às
relações sexuais irresponsáveis seria tratar “consciências” qual se fossem “coisas”, e  se  as  próprias  coisas,  na  condição  de  objetos,  reclamam respeito,  que se  dirá  do  acatamento devido à consciência de cada um? É óbvio que ninguém se lembrará, em  são  juízo,  de  recomendar  escravidão  às  criaturas  claramente  abandonadas  ou  espezinhadas  pelos  próprios  companheiros  ou  companheiras  a  que se  entregaram,  confiantes;  isso,  no  entanto,  não  autoriza  ninguém  a  estabelecer  liberdade
indiscriminada para as relações sexuais que resultariam unicamente em licença ou  devassidão.  Instituído  o  ajuste  afetivo  entre  duas  pessoas,  levanta-­se,  concomitantemente entre elas, o impositivo do respeito à fidelidade natural ante os  compromissos  abraçados, seja  para  a formação  do lar  e  da família  ou seja  para a  constituição de obras ou valores do espírito. Desfeitos os votos articulados em dupla,  claro que a ruptura corre à conta daquele ou daquela que a empreendeu, com o aceite  compulsório  das  consequências  que  advenham  de  semelhante  resolução.  Toda  sementeira  se  acompanha  de  colheita,  conforme  a  espécie.  É  razoável  nos
lembremos disso, porquanto o autor ou autora da defecção havida, ante os princípios  de  causa  e  efeito,  é  considerado  violador  de  almas,  assumindo  com  as  vítimas
obrigação  de restaurá-­las,  até o ponto em que as injuriou  ou  prejudicou,  ainda  mesmo quando na conceituação incompleta do mundo essas criaturas tenham sido  encontradas supostamente já prejudicadas ou injuriadas por alguém. O diamante no
lodo não deixa de ser diamante, sem perder o valor que lhe é próprio, diante da vida.  A  criatura  em  sofrimento  não  deixa  de  ser  criação  de  Deus,  sem  perder  a
imortalidade que lhe é própria, à frente do Universo. Que a tentação de retorno dos  sistemas poligâmicos pode ocorrer habitualmente com qualquer pessoa, na Terra, é  mais que natural – é justo. Em circunstâncias numerosas, o pretérito pode estar vivo  nos mecanismos mais profundos de nossas inclinações e tendências. Entretanto, os  deveres  assumidos, no  campo  do amor,  ante  a luz do  presente,  devem  prevalecer acima  de  quaisquer  anseios  inoportunos,  de  vez  que  o  compromisso  cria  leis  no  coração e não se danificarão os sentimentos alheios sem resultados correspondentes  na  própria  vida.
 Observem ­se,  nos  capítulos  do  sexo,  os  desígnios superiores  da
Infinita Sabedoria que nos orienta os destinos e, nesse sentido, urge considerar que a  Vontade de Deus, na essência é o dever  em sua mais alta expressão traçado para  cada  um  de  nós,  no  tempo  chamado  “hoje”.  E  se  o  “hoje”  jaz  viçado  de  complicações e problemas, a repontarem do “ontem”, depende de nós a harmonia ou  o desequilíbrio do “amanhã”.