Luz.

Luz.

sábado, 20 de junho de 2015

O altar invisível...

Existe um altar invisível no mundo onde todos -com raras exceções- se ajoelham e veneram apaixonadamente um deus universal: a vaidade.
A vaidade é uma grande amiga do orgulho, uma das maiores doenças da alma, uma marca patente do demônio.
Nossa civilização, desde seus primórdios, ergueu um pedestal invisível a esta deusa, o qual está implantado no cerne de sua edificação e corrompe toda sua obra desde o início.
Todos pagam um tributo a esta deusa universal, a qual hipnotiza a multidão dos fracos, dos iludidos, dos impotentes e dos imaturos.
Pobres, ricos, cultos, ignorantes ou inteligentes, a deusa vaidade seduz a todos com seu encanto perverso.
Nossa civilização é escrava da deusa vaidade, tudo está eivado com sua presença invisível.
A economia do mundo caminha impulsionada por esta deusa. A deusa se imiscui em tudo. Coisa alguma fica imune à sua nefasta influência.
Ela arruína silenciosamente. É uma força maléfica que agrada. A pessoa é enredada em sua malha invisível e se arruína sorrindo…
Os perversos, os egoístas e inconsequentes sabem tirar proveito deste fatal amor à vaidade que impera absoluto nos caminhos trevosos da existência humana.
Eles exploram a tolice humana e seu amor à vaidade. Utilizam a mídia para incentivar a vaidade humana e explorar as fraquezas da ingenuidade e da estupidez, a quais são marcas indeléveis dos fracos.
A vida não tolera os fracos, ela quer que todos sejam fortes. Por isto suas leis poderosas e invencíveis punem com severidade quem segue o caminho da fraqueza e não luta contra o mal.
Aqueles que se deixam enredar pela sedução maléfica e invisível da deusa vaidade baterão suas cabeças nas barras invisíveis da sagrada e inexorável lei de Deus.
Os tolos, ingênuos e fracos aprenderão, às duras penas, a sagrada lição da vigilância.
 Os perversos, egoístas e inconsequentes, lamentarão até o fundo da alma o dia que caíram nas armadilhas astutas da deusa manhosa, quando após acordarem do sono da morte sentirem na pele a agonia terrificante, a dor assoladora e insuportável, sob o chicote poderoso da justiça de Deus.
Aí vão deplorar sob suas lágrimas tardias, o tempo que estiveram apaixonados pela manhosa deusa sedutora e esqueceram a sagrada simplicidade de Deus.

sábado, 13 de junho de 2015

"O pequeno príncipe."

A arte é o caminho dourado que leva às regiões  ignotas da realidade, mas pressentida por meio do sonho.
O artista é um médium da beleza eterna que “empresta” sua alma e seu  coração às forças poderosas, as quais  cumulam todas as coisas criadas com sua magia deliciosa e exultante.
O artista legítimo é um servo da beleza perene, um mediador entre as regiões angelicais elevadíssimas no seio de Deus  onde reina a beleza absoluta, o paradigma original de toda a criação ideal.
A história não nega. Desde o inicio de sua caminhada a humanidade pressentiu a existência de um universo sublime, o qual serviu de paradigma ideal para sua aspiração profunda.
A arte sempre serviu como instrumento para a alma humana satisfazer sua aspiração à chama da beleza e do bem  que força alguma do universo pode apagar, protegidas que estão por poderosíssimas forças ocultas, governadas por Deus.

No século vinte, entre as  agonias  da miséria, o sangue, o ódio, a morte e tantas outras agruras terrificantes da segunda grande guerra, causadas pelo diabo, seria difícil acreditar que nasceu uma das mais belas criações de todos os tempos. Uma obra imortal, a  qual vai encantar gerações e gerações para sempre, enquanto houver corações sensíveis à beleza eterna e ao amor.
“O pequeno príncipe,” é este o título deste hino à esperança, ao amor, à amizade e sobretudo à beleza imortal.
Somente uma alma rasteira, fria e maldosa pode ficar insensível ao percorrer suas páginas encantadoras que parecem  escritas por um anjo.
Raras vezes uma obra cativou tanto. Raras vezes uma obra apaixonou tanto.
Beleza pura da primeira à última página. Encanto e poesia do começo ao fim.
A magia das estrelas, o  fogo sagrado da inspiração percorrem todas as páginas -da primeira à última- e elevam o leitor aos páramos celestes, onde a alma esquece suas misérias e dialoga  com Deus no silêncio profundo de sua solidão devastadora.