A arte é o caminho dourado que leva às regiões ignotas da realidade, mas pressentida por meio do sonho.
O artista é um médium da beleza eterna que “empresta” sua alma e seu coração às forças poderosas, as quais cumulam todas as coisas criadas com sua magia deliciosa e exultante.
O artista legítimo é um servo da beleza perene, um mediador entre as regiões angelicais elevadíssimas no seio de Deus onde reina a beleza absoluta, o paradigma original de toda a criação ideal.
A história não nega. Desde o inicio de sua caminhada a humanidade pressentiu a existência de um universo sublime, o qual serviu de paradigma ideal para sua aspiração profunda.
A arte sempre serviu como instrumento para a alma humana satisfazer sua aspiração à chama da beleza e do bem que força alguma do universo pode apagar, protegidas que estão por poderosíssimas forças ocultas, governadas por Deus.
No século vinte, entre as agonias da miséria, o sangue, o ódio, a morte e tantas outras agruras terrificantes da segunda grande guerra, causadas pelo diabo, seria difícil acreditar que nasceu uma das mais belas criações de todos os tempos. Uma obra imortal, a qual vai encantar gerações e gerações para sempre, enquanto houver corações sensíveis à beleza eterna e ao amor.
“O pequeno príncipe,” é este o título deste hino à esperança, ao amor, à amizade e sobretudo à beleza imortal.
Somente uma alma rasteira, fria e maldosa pode ficar insensível ao percorrer suas páginas encantadoras que parecem escritas por um anjo.
Raras vezes uma obra cativou tanto. Raras vezes uma obra apaixonou tanto.
Beleza pura da primeira à última página. Encanto e poesia do começo ao fim.
A magia das estrelas, o fogo sagrado da inspiração percorrem todas as páginas -da primeira à última- e elevam o leitor aos páramos celestes, onde a alma esquece suas misérias e dialoga com Deus no silêncio profundo de sua solidão devastadora.