Existe um altar invisível no mundo onde todos -com raras exceções- se ajoelham e veneram apaixonadamente um deus universal: a vaidade.
A vaidade é uma grande amiga do orgulho, uma das maiores doenças da alma, uma marca patente do demônio.
Nossa civilização, desde seus primórdios, ergueu um pedestal invisível a esta deusa, o qual está implantado no cerne de sua edificação e corrompe toda sua obra desde o início.
Todos pagam um tributo a esta deusa universal, a qual hipnotiza a multidão dos fracos, dos iludidos, dos impotentes e dos imaturos.
Pobres, ricos, cultos, ignorantes ou inteligentes, a deusa vaidade seduz a todos com seu encanto perverso.
Nossa civilização é escrava da deusa vaidade, tudo está eivado com sua presença invisível.
A economia do mundo caminha impulsionada por esta deusa. A deusa se imiscui em tudo. Coisa alguma fica imune à sua nefasta influência.
Ela arruína silenciosamente. É uma força maléfica que agrada. A pessoa é enredada em sua malha invisível e se arruína sorrindo…
Os perversos, os egoístas e inconsequentes sabem tirar proveito deste fatal amor à vaidade que impera absoluto nos caminhos trevosos da existência humana.
Eles exploram a tolice humana e seu amor à vaidade. Utilizam a mídia para incentivar a vaidade humana e explorar as fraquezas da ingenuidade e da estupidez, a quais são marcas indeléveis dos fracos.
A vida não tolera os fracos, ela quer que todos sejam fortes. Por isto suas leis poderosas e invencíveis punem com severidade quem segue o caminho da fraqueza e não luta contra o mal.
Aqueles que se deixam enredar pela sedução maléfica e invisível da deusa vaidade baterão suas cabeças nas barras invisíveis da sagrada e inexorável lei de Deus.
Os tolos, ingênuos e fracos aprenderão, às duras penas, a sagrada lição da vigilância.
Os perversos, egoístas e inconsequentes, lamentarão até o fundo da alma o dia que caíram nas armadilhas astutas da deusa manhosa, quando após acordarem do sono da morte sentirem na pele a agonia terrificante, a dor assoladora e insuportável, sob o chicote poderoso da justiça de Deus.
Aí vão deplorar sob suas lágrimas tardias, o tempo que estiveram apaixonados pela manhosa deusa sedutora e esqueceram a sagrada simplicidade de Deus.