Luz.

Luz.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Sob o céu fulgurante.

Quando se olha ao céu em uma noite de verão enxerga-se uma multidão inumerável de estrelas fulgurando na imensidão sem fim...
Vós achais que isto vos é indiferente. Quanta cegueira! Acreditais, não sois apenas um indivíduo vivendo a luta cotidiana no mundo em um determinado espaço e tempo deliberado pela vida. O tempo que tendes é demasiado limitado. A sabedoria de Deus impôs limites o qual tendes - queirais ou não – de respeitar.
O que fazeis em vosso tempo? Observai de olhos bem abertos e vereis o absurdo que é vossa vida. Andais inquietos para cá e para lá sem saberdes exatamente para quê. Sois movidos por paixões ridículas, interesses baixos, mesquinharias grotescas, as quais despertam compaixão por vossa ignorância.
Achais que estais alheios ao universo, vosso pensamento, vosso olhar, vossa atenção estão vidrados à terra, este minúsculo grãozinho de areia o qual é vossa morada passageira.
Não podeis erguer vosso olhar, estais com o coração e alma carregados com pesos inúteis, vós amais vossa prisão...
Quem vai libertar de vossa malha ilusória? A morte! A morte vai fazer ir por terra todas vossas ilusões. Tereis que prestar conta à natureza sobre o que fizestes de vosso tempo.
Por que ajuntais tesouros que a traça vai corroer, o tempo vai destruir e esqueceis vossa alma eterna, o único bem duradouro?
A morte é uma severa destruidora de ilusões. Diante dela, os tolos, perversos, os fracos gemerão suas misérias tardias.
Não espereis por vosso momento sombrio. Aceitai a luz de Deus enquanto é tempo. Abri vossa alma ao bem e a verdade.

Olhai em uma noite límpida o fulgurante céu infinito. Esqueçais por momentos vossa prisão temporária. Sabeis que tudo passa, estais aí a cumprir vosso destino por um pequeno momento. Sabeis que por menor que seja vossa alma, vossa vida, vossos mesquinhos interesses, sois descendentes das estrelas.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O deus do amor.

         Ando à procura do deus do amor.
         Podeis rir ou zombar de mim.
         O que me importa?
         Sois amigos do mundo e suas
         Ilusões vazias e frias.
         Preferis correr como loucos
         para agarrar bolhas de sabão...
         Vosso espírito é um túmulo
          frio, alvacento, viscoso e duro,
         a camuflar o cadáver de vossa alma.
         Estais mortos para a luz.
         Por isto não me importo.
         Por que vou ouvir um cadáver?
         Vou seguir os passos das crianças.
         Vou sorrir aos casais apaixonados.
         Vou falar às rosas e os lírios.
         Vou ouvir o canto dos rouxinóis.
         Vou enviar beijos às estrelas.
         Vou ouvir o canto dos anjos.
         Vou louvar a Deus todos os dias.
         Vós outros andais sempre a
         tagarelar uns aos outros.
         Não suportais a solidão, legítima
         amiga da sabedoria divina.
         Por isto não dou ouvidos a vós.
         Vou antes seguir meu coração,
         na esperança feliz e tranquila
         sem desespero, apesar da luta
         ingrata imposta a todos pelo destino.
         Meu coração é um grande filho
         da esperança que nunca morre.
         A esperança é a filha dileta dos deuses.
         Por isto ando à procura do deus do amor!
         Vós outros andais a procurar
         mercadorias, coisas inúteis as quais
        o tempo vai perecer e desgastar.
        Andais a trocar uma ilusão por outra.
        Prefiro ouvir a voz de minha alma,
        na solidão em meu recanto precioso,

        onde fala a voz de Deus.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Cinismo maldoso.

Muita gente espanta-se com notícias trágicas, sente o coração palpitar ao ouvir ou assistir desoladoras ocorrências diárias ocasionadas pelo violência e perversão humanas.
Elas ficam interditas, sem palavras diante do quadro infeliz que assistem. Assim foi sempre e ainda é. Elas se espantam com estes quadros medonhos, impressionadas com a ação  desumana e cruel do ser humano contra seus irmãos, sem no entanto notar que contribuem todos os dias para a preservação de uma crueldade desumana e fria. Impressionam-se com a barbaridade, mas não pensam na barbaridade que cometem ao devorar a carne de criaturas inocentes sacrificadas pela crueldade humana todos os dias.
Pensam elas que o costume antigo justifica tal crueldade, imaginam em sua alienada mente que uma tal afronta à justiça de Deus ficará impune, estas pessoas usam astutos argumentos para justificar sua inconsciência e maldade, saem-se com todo tipo de justificativa leviana e inconsistente para sufocar sua consciência.
A inconsciência humana! Quanto não sofre o pobre ser humano devido a sua inconsciência! O universo é regido por leis as quais devem ser respeitadas se não se quiser sofrer dolorosas consequências.
Não se enxerga a força da gravidade, no entanto quem seria louco de saltar de um edifício de 50 andares?
Não se enxerga o oxigênio, mas quem seria tão insensato para ficar muito tempo sem respirar?
Quem seria tão estúpido para ficar mergulhado no fundo de um lago ou mar  sem as devidas precauções para garantir a respiração e sua vida?
São leis inexoráveis da natureza, quem não as respeitar sofrerá as mais angustiantes consequências.
Tal como existem estas leis, há outras que governam nossa existência, que embora sejam invisíveis são poderosas e inexoráveis. Todos, mesmo os ignorantes e obstinados, sentem a ação destas leis em sua vida, são estas forças poderosas que configuram nosso destino, as lutas, provações, dores e alegrias, tudo o que recebemos da vida desde nosso nascimento até a morte sem que tenhamos a influência de nossa vontade.
E são estas inexoráveis e poderosas forças governadas pela sabedoria e poder de Deus que punirão inexoravelmente toda gota de sangue derramada, toda dor ocasionada a nossos irmãos irracionais.
Só mesmo uma perversidade cega e estúpida acha que um tal cinismo maldoso, uma tal afronta à justiça de Deus ficará impune. Todo sangue, toda dor ocasionada por este bárbaro costume será debitado à conta individual de todos os participantes desta cadeia cruel.
Somos livres para plantarmos, mas não livres para colhermos os frutos de nossas ações. A lei de Deus é inexorável, colhe-se o que se planta. Todo sangue, todo grito de dor e desespero causado por pobres criaturas vítimas do abuso e maldade reverterá em sofrimentos atrozes a todos os infelizes que compartilham este amaldiçoado costume.

A sábia natureza de Deus criou uma grande variedade de alimentos, os quais contém todos os nutrientes e substâncias necessárias à manutenção e saúde do organismo humano, sem a necessidade perversa de devorar as vísceras de nossos irmãos menores.

sábado, 6 de julho de 2013

Dai-me um recanto silencioso...

Dai-me um recanto silencioso longe do burburinho humano e minha alma vai sorrir.
Dai-me a companhia amável das árvores em um bosque aprazível e meu coração vai cantar.
Dai-me a visão de um céu puro em um dia de verão e meu pensamento vai viajar.
Dai-me um céu pontilhado de estrelas brilhando na imensidão sem fim e minha alma vai sonhar.
Dai-me o sorriso das crianças e minha alma vai brilhar.
Dai-me a paz de Deus distante do inferno humano e minha alma vai orar.
Dai-me a luz dos sábios nas trevas de todo o dia e minha alma louvar.
Dai-me o amor dos apaixonados e minha alma vai regozijar.
Dai-me a alegria dos anjos e minha alma vai amar.

Dai-me tudo isto e algo mais ainda: um caderno, uma caneta e o mundo mais belo vai ficar.