Quando se olha ao céu em uma noite de verão enxerga-se
uma multidão inumerável de estrelas fulgurando na imensidão sem fim...
Vós achais que isto vos é indiferente. Quanta cegueira!
Acreditais, não sois apenas um indivíduo vivendo a luta cotidiana no mundo em
um determinado espaço e tempo deliberado pela vida. O tempo que tendes é
demasiado limitado. A sabedoria de Deus impôs limites o qual tendes - queirais
ou não – de respeitar.
O que fazeis em vosso tempo? Observai de olhos bem abertos
e vereis o absurdo que é vossa vida. Andais inquietos para cá e para lá sem
saberdes exatamente para quê. Sois movidos por paixões ridículas, interesses
baixos, mesquinharias grotescas, as quais despertam compaixão por vossa ignorância.
Achais que estais alheios ao universo, vosso pensamento,
vosso olhar, vossa atenção estão vidrados à terra, este minúsculo grãozinho de
areia o qual é vossa morada passageira.
Não podeis erguer vosso olhar, estais com o coração e
alma carregados com pesos inúteis, vós amais vossa prisão...
Quem vai libertar de vossa malha ilusória? A morte! A
morte vai fazer ir por terra todas vossas ilusões. Tereis que prestar conta à
natureza sobre o que fizestes de vosso tempo.
Por que ajuntais tesouros que a traça vai corroer, o
tempo vai destruir e esqueceis vossa alma eterna, o único bem duradouro?
A morte é uma severa destruidora de ilusões. Diante dela,
os tolos, perversos, os fracos gemerão suas misérias tardias.
Não espereis por vosso momento sombrio. Aceitai a luz de
Deus enquanto é tempo. Abri vossa alma ao bem e a verdade.
Olhai em uma noite límpida o fulgurante céu infinito.
Esqueçais por momentos vossa prisão temporária. Sabeis que tudo passa, estais
aí a cumprir vosso destino por um pequeno momento. Sabeis que por menor que seja
vossa alma, vossa vida, vossos mesquinhos interesses, sois descendentes das
estrelas.