Luz.

Luz.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O deus do amor.

         Ando à procura do deus do amor.
         Podeis rir ou zombar de mim.
         O que me importa?
         Sois amigos do mundo e suas
         Ilusões vazias e frias.
         Preferis correr como loucos
         para agarrar bolhas de sabão...
         Vosso espírito é um túmulo
          frio, alvacento, viscoso e duro,
         a camuflar o cadáver de vossa alma.
         Estais mortos para a luz.
         Por isto não me importo.
         Por que vou ouvir um cadáver?
         Vou seguir os passos das crianças.
         Vou sorrir aos casais apaixonados.
         Vou falar às rosas e os lírios.
         Vou ouvir o canto dos rouxinóis.
         Vou enviar beijos às estrelas.
         Vou ouvir o canto dos anjos.
         Vou louvar a Deus todos os dias.
         Vós outros andais sempre a
         tagarelar uns aos outros.
         Não suportais a solidão, legítima
         amiga da sabedoria divina.
         Por isto não dou ouvidos a vós.
         Vou antes seguir meu coração,
         na esperança feliz e tranquila
         sem desespero, apesar da luta
         ingrata imposta a todos pelo destino.
         Meu coração é um grande filho
         da esperança que nunca morre.
         A esperança é a filha dileta dos deuses.
         Por isto ando à procura do deus do amor!
         Vós outros andais a procurar
         mercadorias, coisas inúteis as quais
        o tempo vai perecer e desgastar.
        Andais a trocar uma ilusão por outra.
        Prefiro ouvir a voz de minha alma,
        na solidão em meu recanto precioso,

        onde fala a voz de Deus.

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