Civilização! Um demônio cínico e perverso disfarçado sob mil máscaras que adora devorar a alma e o amor.
Civilização! Um demônio frio e cruel que não suporta a bondade e a luz.
Civilização! Um demônio pertinaz e maldoso que impõe sua vontade perversa a todos e ameaça de carantonha feroz a mais leve manifestação de liberdade e autonomia.
Civilização! Demônio alimentado pela ignorância e a estupidez.
Civilização! Demônio sustentado pela covardia da maioria.
Civilização! Erigiste tuas perversas edificações milenares sobre a opressão, o orgulho e o egoísmo.
Civilização! Tuas edificações milenares foram erguidas sobre o sangue e a dor de gerações infelizes, as quais foram obrigadas a suportar teu tacão feroz.
Civilização! Armaste tua rede de ferro e enredaste as almas dos povos, dos pobres, das mulheres, dos desvalidos a quem deverias amparar.
Civilização! Demônio invejoso, impões tuas futilidades artificiais e tolas aos ingênuos que te aceitam.
Civilização! Sufocas os bens da alma e temes ser vencida pela luz.
Civilização! Crias mil futilidades e artifícios para distraíres a atenção dos tolos.
Civilização! És um demônio manhoso que seduz os fracos e os acomodados.
Civilização! Teu reinado está no fim.
A Vida soou o sino da liberdade e da luz. Estás condenada a desaparecer do mundo em definitivo.
Teu reinado de opressão, sangue, trevas, escravidão e perversidade está com o dias contados.
Caíste sob a poderosíssima vontade de Deus. Sua ação poderosa e invencível no tempo fez ir por terra tuas edificações orgulhosas e frias.
O mundo cansado de ti já antevê novos rumos, novas sendas, as quais conduzem a uma nova ordem de coisas sob outros princípios.
Nesta nova ordem de coisas não há lugar para a exploração do próximo, para o preconceito, o egoísmo, a maldade e todas as misérias acabrunhantes que infestam todos os corações.
Não haverá mais fome, guerras, miséria e ignorância. A fraternidade, a esperança e a luz serão bens comuns e não privilégio de poucos, como ocorre hoje.
A civilização atual ficará para sempre guardada na memória como um demônio perverso, frio e egoísta, que atormentava o mundo do passado e sufocava o sonho de beleza e bondade, o qual renascia sempre outra vez a cada golpe, protegido e alimentado por Deus, a fonte suprema da luz, do amor e da beleza eterna.