Luz.

Luz.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Luz!

Sou um servo da luz, é em vão que os dragões e as serpentes das trevas lançam suas farpas peçonhentas sobre mim.
Palmilho a estrada colorida dos sonhos que culminam para lá das estrelas...
Sigo as pegadas dos santos rumo ao infinito,  onde o amor de Deus sobeja esplendoroso e mágico.
Sorvo o perfume maravilhoso da beleza eterna e deixo ele penetrar até as menores reentrâncias de minha alma.
Lanço minha dor nos braços amorosos de Deus e canto a alegria sublime da esperança.
O destino despeja tempestades e pedras estonteantes em meu caminho, mas meu amor pela luz é mais forte.
Sou uma criança, filha do Universo divino. Lanço meu sorriso ingênuo para o céu e o céu me responde.
Sou uma criança, filha da alegria perpétua que vem das profundezas ignotas, não estranheis minha confiança.
Vou cantar o hino mágico que provém da sinfonia das esferas e retumba até os confins do Universo.
Quereis vir comigo até o palácio luminoso das fadas?
Lá encontrareis o tesouro magnífico saudado por todos os poetas do mundo.
Lá vivereis a vida plena e não morrereis todos os dias à míngua em vossas trevas cotidianas.
Abandonai o peso do mundo que sobrecarrega teu coração e faz vossa alma envergar sob seu fardo todos os dias.
Abandonai as velhas estradas poeirentas do tédio, da rotina, do egoísmo que envenena e apodrece tua alma.
Lançai para longe os venenos do ódio, da maldade, da mesquinhez patética e abri vossos olhos à imensidão sem fim do Universo.
Despertai, não compartilhai o sono milenar das multidões infelizes.
Beijai a rosa cintilante da humildade, compartilhai esta sublime rosa com o mundo.
Sorrias a tudo, não deixeis o mundo matar tua alma criança na estrada pedregosa do destino.
Plantai no tempo hoje para colherdes amanhã na eternidade de Deus.