Luz.

Luz.

domingo, 23 de agosto de 2015

"A Marciana." Meu livro.

"Amigo, seu livro ficou lindo. Amei o nome da marciana! Fiquei muito emocionada com as lindas palavras. Por algum momento parecia que a história era pra mim. Eu sou assim mesmo, vivo no mundo da imaginação. Por isto, seu livro é fantástico e me fez imaginar. Desirée, pelo menos, foi ideia minha. Quando li, meu semblante  brilhava de felicidade. Meus olhos nadavam num rio e meu coração pulsava como uma banda em dia festivo. Essa é uma história muito imaginativa de pleno amor. Chegou ao fim e eu não podia acreditar. Realmente termina no capítulo 18? Fiquei em dúvida. O jeito é eu ler esta linda obra novamente.                                                                      
Gostei de algumas passagens, essa é uma:
"O encontro de duas almas gêmeas é o porto definitivo da felicidade. Todo  o universo colabora para este encontro..."
E muitas outras…”

Este é o comentário feito por minha “amiga virtual,” moradora nos Estados Unidos, a quem eu conheci na W.E.B. sobre meu e-book publicado recentemente.
Há muitos anos carrego dentro de mim este filho de meu pensamento. Foi no decorrer de nossas conversas via skype que senti a motivação para escrevê-lo.
Há tempos penso em criar uma obra de ficção científica com um novo molde artístico e literário. Segui as pegadas deixadas pelos grandes do passado, das quais se afastaram autores e leitores da geração atual, pressionados uns e outros pela onda de vulgaridade que invadiu o mundo hodierno.
É lamentável o descaso de muitos escritores com os cânones da literatura. Para muitos, a justa reivindicação à liberdade desanda facilmente em licença à anarquia.
Poucos conseguem encontrar o ponto de equilíbrio entre os cânones absolutamente necessários à psicologia do leitor e a sagrada liberdade criativa do autor. Este ponto de equilíbrio é uma característica dos gênios universais.
Quando escreve, um autor deve sair do seu eu e abraçar seu mundo criativo amoldado na forma do texto, no qual desenrolará a ideia em todas suas páginas. Esta será criação sua, mas terá uma vida própria. Esta vida própria terá que encarnar a ideia e imitar a Vida maior que pulula abundante em todos os recantos do universo.
Os grandes autores da humanidade atingiram o mais alto patamar da beleza. Souberam captar a sublime beleza eterna que provém do seio de Deus e subjaz em tudo. É a mais transcendente e magnífica experiência que um artista pode usufruir. Para isto é preciso comungar com todas as estrelas do céu, abrir a alma e coração às fontes encantadas onde vivem as fadas e os anjos. Ouvir a lira mágica que entoa a sinfonia dos astros.
A técnica é a contraparte exterior deste fenômeno, o qual se liga às primeiras fontes da luz eterna de Deus, o primeiro autor de tudo o que se escreve, nas formosas palavras de Victor Hugo.
Por isto, é deplorável o descaso da apressada e alienada geração atual -amiga das trevas e da ignorância-   com os cânones literários.
Para servir aos deuses da arte sagrada é necessário assumir outros parâmetros, muito distante do perturbado mundo e suas loucuras.
Os grandes gênios da literatura universal souberam ouvir a voz terna, maviosa  e serena que fala dentro de nós  no silêncio sagrado de nosso coração. É a voz de Deus que  transmite a divina linguagem do amor em seu  próprio idioma e o artista traduz para toda a humanidade. Um jogo sagrado de palavras, frases, emoções e sentimentos que permeiam por caminhos ocultos entre Deus e nós, resgatam nossa alma do peso de nossas misérias acabrunhantes e elevam nosso coração  junto a nossa alma aos páramos supremos da luz eterna  Divina, onde reina a beleza absoluta para sempre.
Foi este o parâmetro  que optamos da primeira à última página de nosso e-book “A Marciana”  publicado recentemente.
Foi preciso o “empurrão” de um coração feminino para que esta obra viesse à luz, por que a porta da luz só abre à humildade.  A humildade é a chave que abre a porta da luz e somente o coração de uma mulher tem humildade suficiente para isto.
As palavras do comentário acima retratam bem a sensibilidade, a ternura e o amor que só o belo sexo pode expressar com tanto encanto.