Luz.

Luz.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

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A MARCIANA

                       


                       POETA FRAN
                                 




                   

                                     



                        Brasil.
                        Cananéia,  Estado de São Paulo.
                        Agosto de 2015.
                        Poetafran01@outlook.com




                               
                                 
índice



                         

Prefácio………………………………………………página 2
Capitulo 1……………………………………………página 3
Capítulo 2……………………………………………página 4
Capítulo 3……………………………………………página 6
Capítulo 4……………………………………………página 10
Capítulo 5……………………………………………página 14
Capítulo 6……………………………………………página 18
Capítulo 7…………………………………………...página 31
Capítulo 8…………………………………………...página 38
Capítulo 9…………………………………………...página 41
Capítulo 10………………………………………….página 46
Capítulo 11………………………………………….página 53
Capítulo 12………………………………………….página 58
Capítulo 13………………………………………….página 60
Capítulo 14………………………………………….página 63
Capítulo 15………………………………………….página 65
Capítulo 16………………………………………….página 67
Capítulo 17………………………………………….página 72
Capítulo 18………………………………………….página 76      

         
PREFÁCIO


   Eis o fruto de meu pensamento, o qual vicejou em minha alma durante anos até o dia de vir à luz.
     Pretendemos com ele colaborar para o resgate da alta literatura do passado, a qual ficou de lado, postergada  pela avalanche de vulgaridade, mediocridade e estupidez que desabou sobre o mundo atual.
A literatura, como todas as artes, ficou maculada no lodoso mar de ignorância das gerações atuais.
Mas, os deuses da arte velam…
Sempre haverá algum coração solitário para servir à beleza eterna. É a estes corações que a humanidade deve a preservação da chama do ideal, que guia gerações sem fim para a luz eterna de Deus.
A imaginação do artista é o caminho que conduz às estrelas até o porto cintilante da luz.
A arte é a aspiração máxima da alma, a fonte sagrada da beleza magnífica, a iluminar os anseios mais sagrados do infinito em todos os corações.
Ela é a ponte luminosa e encantada que conecta o mundo aos páramos divinos onde reina o amor, a beleza, o bem eterno, no  seio de Deus por toda a eternidade.




CAPÍTULO 1
                             


À alma que lê estas páginas eu contarei minha história inusitada. Tão inusitada como se alguém saindo de sua casa em uma manhã para sua rotina de trabalho se deparasse com um habitante de outro mundo em frente ao seu portão.
Minha musa! Inspirai-me para que o peso de minha humanidade não faça soçobrar minha pobre alma durante minha narração.
Vou lançar aos olhos profanos do mundo a história de um amor transcendente, na qual duas almas separadas pela força do destino foram reunidas por esta mesma força poderosa. Quem vai deslindar o mistério sagrado das coisas, velado a sete chaves por Deus?
Deus! Pai supremo de todos os Universos, que cobres toda a criação com Tua misericórdia, filha predileta de Teu amor infinito. Sustentai-me com uma minúscula gota de Tua sapiência sublime, para que eu possa narrar minha história a meus irmãos deste insignificante pedacinho de terra, que gira eternamente como multidões infinitas de outros nas estradas luminosas do céu, seguindo a senda determinada por Tua  sapientíssima lei divina.
Esta é a história de meu coração, não procureis detalhes sobre minha pessoa social, a qual ficará em segundo plano suplantada por minha alma.
CAPÍTULO 2

A história começa…
                             

Nasci sob o  signo do amor, não por escolha minha, mas foi imposto a mim pelo destino.
Desde garoto sempre fui romântico e sonhador, um amigo das estrelas. As estrelas! Elas sempre me fascinaram. Até hoje adoro caminhar solitário na praia à noite, ouvindo o marulhar das ondas sob a miríade de pontos luminosos, os quais cobrem a vastíssima imensidão do céu como uma massa gigantesca de olhos brilhantes de Deus, vigiando das imensidões este inferno baixo e vulgar.
Um dia, estava sentado na areia à noite observando o mar. Eu via as ondas indo e vindo. Afora o barulho das ondas, tudo estava silencioso naquele começo de noite em um belo dia de verão. Inopinadamente, apareceu diante dos olhos de minha alma a imagem de uma mulher extraordinariamente linda. Sua beleza perpassou diante de minha pupila espiritual e inundou minha alma, espantada e muda diante de sua estonteante beleza.
Ah Musa!  Jorra sobre mim teus raios sublimes para que eu possa descrever com precisão uma obra prima de Deus, uma criação magnífica e esplendorosa; um momento sublime da beleza eterna que jorra perpetuamente do seio de Deus e se espalha por toda a criação infinita.
Sustentai-me minha musa, dai-me a verve inspirada daqueles teus servos do passado, os quais serviram tua beleza sagrada por toda a vida e maravilharam a todas as gerações futuras. Dai-me uma gota desta verve onde os grandes artistas do passado sorveram tua beleza magnificente. Dai-me musa o cálice luminoso onde eles sorveram tua sapiência.
Amigos da beleza eterna! Homero, Shakespeare, Dante, Milton, Flaubert, Balzac, Goethe e tantos outros, servos fiéis da musa celeste, dividi comigo vossa inspirada verve, para que eu possa expressar fielmente o que os olhos da minha alma, perplexos e encantados, viram naquele dia.
Eu vi um rosto de formas perfeitas até os mínimos detalhes, uma simetria perfeita, onde os traços se harmonizavam excelsamente. Ela sorria para mim. Seu sorriso tinha a ingenuidade maravilhosa das crianças pequenas aliada à sinceridade típica da infância. Ela tinha um ar de ternura maviosa que era capaz de amansar a pior fera. Não se via qualquer sombra de tristeza ou qualquer indício de inferioridade ou baixeza, tão comum a nós, humanos. Parecia um anjo sorridente.
Seus olhos expressavam mudamente um sentimento divino, tal qual a música celeste que as estrelas, mundos e galáxias cantam por todos os Universos e é captada pelos Beethovens e Mozarts do mundo.
A virtude estava estampada em seu rosto. Não uma virtude falseada, falaz e distorcida pela maldade, tão comum neste inferno, mas uma virtude espontânea e alegre, pura, casta, como um sorriso de um bebê lindo dirigido à sua mãe carinhosa.
Nunca vi em minha vida tanta bondade como aquela que vi estampada naquele lindo rosto.
Eu estava sentado na areia, mas tive uma vontade repentina de me ajoelhar ali mesmo, sob a multidão esplendorosa de estrelas sobre mim no silêncio solitário daquela praia.
Fiquei um bom tempo embevecido com minha enlevada visão, meu coração regozijou até as menores fibras, sentia como se anjos tocassem harpas sublimes no seio de Deus e eu ouvisse pelo canal interior de minha alma.
Minha alma! É lá que está meu eu. É lá que fica guardado o sumo espiritual de minhas experiências, o fruto de minha dor, meus erros, meus acertos, na estrada do tempo sob a determinação sapientíssima e poderosa de Deus, cuja misericórdia infinita, devemos não ser aniquilados  sob o peso do mal que nos acabrunha.
Bem! Todos tem que carregar o peso da vida. Contrafeito, tive que levantar e voltar para minha lide diária.
Voltei para minha casa. Moro sozinho. Depois de um banho e  executar algumas pequenas tarefas, dormi.

                             




CAPÍTULO 3

No dia seguinte voltei à minha rotina de trabalho, mas aquela imagem permaneceu em meu pensamento todos os dias.
Por mais que eu lutasse para eliminá-la do pensamento, ela voltava sempre. Depois de várias semanas percebi a inutilidade de tal tentativa e simplesmente deixei a preciosa imagem “plantada” em minha retina mental.
Coisa alguma ocorre por acaso. Tudo acontece por algum motivo. A ciência, a experiência e o bom senso comprovam isto.
O que era aquilo? Quais causas sutis produziram este fenômeno? Por que? O tempo haveria de responder a todas estas perguntas.
A linda mulher permanecia cada vez mais firme em meu pensamento dia a dia.
Isto começou a me incomodar, pois percebi o surgimento sorrateiro de um sentimento novo, o qual invadiu sorrateiramente meu coração e  fincou a estaca da paixão sem piedade.
 Ai de mim! Quando dei por mim meu coração já estava tomado, derreado e invadido por ele: o amor, o mais inexorável tirano do mundo.
Não se escolhe o amor. É sempre ele quem escolhe seus prediletos, para ofertar o banquete celestial da felicidade ou a morte em vida.
Por que fui escolhido? Deus sabe.
Assim eu passava meus dias solitários como sempre, divididos entre meu trabalho, algumas viagens às cidades vizinhas àquela a qual moro no litoral do Brasil e muitas horas diante da tela de meu computador.
Fiz algumas “amizades virtuais”com às quais eu conversava muitas vezes.

Um dia, deparei com a seguinte mensagem no servidor que eu uso para conversas online:
 
     “Para ti guardei o tesouro de meu amor.”

A primeira ideia que me veio à mente era que algum engraçadinho ou engraçadinha estava a  zombar de mim, como é tão corrente acontecer na internet.
Ignorei a mensagem.
Oito dias depois apareceu esta mensagem:

     “Ofereço a ti a rosa de meu amor colhida na eternidade de Deus somente para ti.”

Ignorei esta também como a anterior. Assim, recebi várias outras neste estilo poético amoroso durante quase um ano.
Eu já me habituara a receber estas mensagens e me perguntava por que alguém despendia tanto tempo em algo tão fútil. Mas, o destino guardava uma surpresa estupenda para mim, a qual revelaria a versão original da vida, totalmente diferente daquela que eu imaginava.
Tal qual acontece a toda a humanidade, eu me comprazia em meu casulo ideológico, totalmente distante da sapiência infinita da vida.

Meu sentimento crescia dia a dia, alimentado pela beleza marcante daquele rosto tão lindo.
Uma voz maviosa começou a sussurrar junto aos ouvidos de minha alma que aquilo não se tratava de uma chacota. Mas eu não atinava o que poderia ser.
Quem sabe quantos agentes e forças desconhecidas atuam em nós nas profundezas desconhecidas de nossa alma?
Pessoa alguma, por mais infantil e leviana que seja, não  enviaria mensagens durante um ano a alguém. Isto martelou em meu pensamento durante um bom tempo até o dia em que eu estava conversando com um amigo em um domingo.
Ao perceber a preocupação estampada em meu rosto, fui   abordado por meu amigo sobre o  motivo.
Expliquei muito por cima, disfarçando ao máximo, ciente que eu estava da impropriedade de uma abordagem clara e direta.
Tudo o que ele conseguiu saber era que eu estava apaixonado por uma linda mulher distante.
Ao tentar descobrir detalhes, ele perguntou naquele tom amistoso e jocoso, comum entre amigos:
“Ora! Ela é de outro planeta?”
Foi como se um raio caísse no chão da sala em que conversávamos naquele momento! Um clarão repentino fez-se em minha alma. Fiquei pasmo! Uma suspeita, uma ideia insólita penetrou até o âmago de meu espírito e implantou-se dentro de mim.
“Ora! Ela é de outro planeta?” Esta frase dita em um tom jocoso foi a luz que eu precisava para iluminar as trevas em que eu debatia-me em vão.
Lembrei de um artigo que li na internet, o qual informava sobre o trabalho de uma equipe universitária que havia criado um transmissor capacitado para enviar ondas de rádio para outros planetas.

                             

















CAPÍTULO 4

Aqui começa o capítulo, na realidade o capítulo inicial desta história, a história de dois corações que batiam um pelo outro afastados por  imposição do destino, mas aproximados por ação deste mesmo destino. Ah! Sagrado mistério das coisas transcendentes!
Eu resolvi entrar na brincadeira para ver onde daria. Assim, passei a responder as mensagens que eu recebia.
Todas as que recebi tinham um tom de sinceridade que muito me impressionou. Não foram poucas as vezes que me encantou a expressão poética, o tom terno e apaixonado das mensagens, como a expansão espontânea de um amoroso coração apaixonado. Isto colaborou  muito para convencer minha razão, aboletada no quarto escuro e estreito de seus argumentos.
Eis uma das mensagens, às quais tanto me encantaram, mas eu imaginava um logro de alguma mistificadora, ou mistificador, querendo embair-me:

  “Derramo minha paixão sobre a clareira de teu coração como o sol ilumina a floresta.”

Assim, minha razão foi submetida e o sentimento floresceu dentro de mim na luta silenciosa que decorria em meu íntimo. Pobre razão! A validade de teus argumentos vão por terra quando em conflito com o amor.
Este anjo poderoso e invencível não suporta qualquer tipo de sujeição. É o mais imperioso dos deuses. Ele é capaz de derrubar as montanhas mais altas, atravessa os mais profundos abismos, vence os mais renhidos inimigos, dobra os mais empedernidos corações, põe  de joelhos o mais orgulhoso coração humano. Os oceanos não o detém, ele supera todas as barreiras, profliga todos os obstáculos. Ele viaja pelo espaço celeste, caminha entre as estrelas, palmilha por todas as constelações até o infinito.
Quem ama a poesia, a beleza subjacente em todas as coisas, a pureza infantil, as emoções sutis da alma, é amigo predileto do amor. Um  coração assim vibra uníssono com o Universo eterno de Deus.
Eu fui vencido por este deus maravilhoso. Ele é minha paixão suprema. Meu coração abriu-se para ele e cantou o hino magnífico que retumba por todas as constelações até os confins do Universo.

Foi assim que mudei minha atitude. De uma reserva prudente e jocosa, passei paulatinamente à uma aceitação desconfiada, mas persistente, até que o tempo, a meditação constante e a luz de Deus venceram-me.
Meus dias mudaram completamente desde que ela entrou em minha vida. Ela invadiu minha solidão, encheu meu coração vazio e frio com o calor esfuziante da paixão. Sua beleza marcou fundo em minha alma. Seu sorriso lindo abriu para mim as portas sublimes, por onde todas as fadas do céu trazem cestos de rosas coloridas para enfeitar o leito das crianças cegas.
Dia a dia nosso contato transformou-se em uma correspondência regular via meu servidor da internet.
Assim que chegava em casa todos os dias, eu imediatamente ligava o computador e meu coração regozijava ao deparar com mais uma mensagem daquela que o tempo haveria de revelar como a companheira eterna de meu coração.