Luz.

Luz.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Alegria: um novo parâmetro.

Todos temos a obrigação de cultivarmos a alegria. Palavras um tanto incabíveis em determinadas situações, mas nem tanto.
A alegria é um dom divino. Não aquela alegria inferior, rebento das trevas, filha da inconsciência irresponsável e sim aquela alegria saudável, filha da luz.
As crianças são um exemplo marcante de como a alegria enfeita a existência humana.
O sorriso e a alegria naturais da criança é um convite de Deus à esperança divina. A criança quando sorri a um adulto está transmitindo aquela luz maravilhosa, a qual provém da mesma fonte que ilumina todas as estrelas do céu.
Esta relação entre sorriso infantil e esperança salta à vista quando se observa a total dependência e carência da condição infantil. Parece  existir uma confiança natural, totalmente espontânea na sabedoria de Deus, na vida. Isto lembra muito a alegria dos santos.
Os santos eram alegres. A dor nunca abateu a alegria dos santos. Eles deixaram uma mensagem sublime, uma estrada encantada e divina para o céu sob a égide da alegria. Os santos transformaram sua dor em trampolim para a alegria.
Esta alegria atrai os anjos. Por isto a infância sempre foi considerada par a par com os anjos.
A existência humana e suas mil dores, suas lutas, suas lágrimas e angústias, é um campo muito pouco propício para o cultivo da alegria. Mas, quanto mais infeliz e dura for uma situação, maior é o mérito de cultivar a alegria.
Basta observar as crianças, elas não ficam tristes por muito tempo. Seu coração ainda virgem abre-se espontaneamente ao convite e ao amparo de Deus.
Não é apenas inconsciência, não é apenas desconhecimento da infeliz realidade humana, é antes a pureza, a confiança, a fé sem maldade que se abre à luz divina, a qual provém do coração infinitamente bondoso de nosso Pai Celeste.
Um dos maiores tropeços da humanidade, um dos maiores erros de nossa condição é o abandono voluntário a esta fonte pura e sublime que está implantada no coração de todos, mas o tempo, a perversidade do mundo e a natural maldade humana, filha do diabo, porfiam por aniquilar. Certo estão as crianças.
Uma troca sublime de emoções entre a criança e Deus acontece no interior da criança, um diálogo encantado sob o carinho generoso de uma corte de anjos, os quais plantam nos corações pequeninos o girassol da alegria, para que seus corações voltem-se sempre para este sol divino durante toda sua vida.

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