Luz.

Luz.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Canto da Alma.

O que vai despertar o espírito da humanidade em seu pesado sono milenar?
O que vai sacudir o jugo das coisas banais e vazias que adormentam e envenenam multidões gigantescas todos os dias?
O que vai quebrar as correntes que aprisionam o coração e acabrunham nossa esperança?
Qual estrela pairando majestosa sobre nossa cabeça vai iluminar a escuridão vazia que atormenta dentro de nós?
Quem vai retardar a hora suprema que chega sorrateira e lançará nossas ilusões no bojo fatal da morte?
Quem vai suportar o peso imponderável que carrega dentro de si?
Quem vai ouvir o clamor de nossa agonia cotidiana que queima dentro de nós dia a dia?
Para onde vai o grito de nossa angústia, o qual sufocamos para dentro de nós coberto de banalidades e ilusões vazias?
Quem poderá fugir da hora certeira que pesa em seu destino e afundará sua ilusão dentro de si?
Quem vai soltar o sonho que fenece dentro de si e lança-lo às estradas luminosas do universo infinito?
Quem vai suportar o peso de sua luz divina, oprimida no fundo de sua alma por sua miséria perversa?
Quem vai enxugar nossas lágrimas vertidas por nossa mágoa secreta, que pesa dentro de nós como uma rocha gigante?
Qual vento provindo do espaço coberto de constelações gigantescas apagará este fogo que arde dentro de nós?
Quem poderá resistir ao convite de sua alma que lampeja veemente dentro de si?
Quem vai ressuscitar sua alma dentro de si, morta e enterrada sob o chão das coisas podres?
Quem devolverá para nós aquela paz perdida na multidão venenosa das mil coisas de todos os instantes?
Qual anjo se apiedará do peso inútil e doloroso que carregamos dentro de nós?

Quem vai suportar o peso de sua alma sem afundar nos abismos eternos, onde paira a loucura e a dor para sempre?