Luz.

Luz.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Solidão e riqueza interior.

Sempre fui apaixonado por solidão. Concordo plenamente com as palavras de Thoreau: “Não conheço melhor companhia do que a solidão.”
A maioria da humanidade, - aqueles que não pensam - não pode compreender este amor à solidão. Isto é totalmente descabido para a mentalidade comum, voltada totalmente ao mundo exterior e suas vaidades vazias e fúteis.
Pobres criaturas! Não compreendem a riqueza do mundo interior. Um santuário sagrado onde Deus guardou a fonte de luz que um dia vai jorrar seus raios divinos e iluminar tudo ao redor de si.
As provações da vida, o martelamento contínuo da dor têm como finalidade interiorizar a alma humana.
Apenas a velhice e sua condição solitária desperta o interesse para o mundo interior. É um sábio recurso da vida criado pela sapiência infinita de Deus, o qual força a alma a olhar para dentro de si. Então, muitos reconhecem tardiamente o tesouro magnífico que carregaram dentro de si toda a vida sem perceberem.
A existência humana não é propícia à vida interior. A superficialidade, o artificialismo caprichoso, a vaidade e tantos outros fatores alienantes arraigados até o fundo em nossa cultura universal, impedem a introspecção. Um crime contra a luz perene que irradia das esferas celestes.
Muitos fogem da solidão devido a seu vazio interior. Seu interior é pobre e oco.
Todas as grandes almas que peregrinaram neste inferno sempre foram grandes amigas da solidão. Sempre foram introspectivas e contemplativas. É uma das mais marcantes características do gênio, como demonstra a história.
É no mundo interior que está o espírito: o mundo da verdade, da luz, da beleza, do amor, da bondade, da perfeição; da paz e da harmonia.
É lá que fala a voz de Deus a todos nós, – ovelhas tresmalhadas do seu rebanho – de vários modos. Iluminando, guiando e amparando todos nós nas trevas que nos cercam.

Esta voz nunca se cala. Uma prova cabal de Sua misericórdia infinita, sem a qual chafurdaríamos para sempre no lodaçal de nossa miséria perversa.