Luz.

Luz.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Magia álacre.

Na região mais fria do polo norte, entre gigantescas montanhas cobertas de grossas camadas de neve, sob saraivadas geladas, está edificado um  gigantesco castelo, invisível a olhos humanos. É o quartel general das  fadas e gnomos de toda a Terra.
A cada mil anos os anciãos de toda a comunidade se reúnem em assembleia para deliberar sobre o festival das almas, onde todas as fadas e gnomos do planeta trazem a messe mágica, fruto de seus trabalhos  invisíveis durante os últimos mil anos.
A neve acumulava-se por toda a parte, mas no interior do gigantesco castelo a magia eterna da natureza transformava  tudo.
Não existe nada  mais gracioso do que espraiar o olhar dentro do muro do gigantesco castelo e encantar os olhos com as figuras delicadas, pequeninas e sorridentes, caminhando de um lado a outro, vestidas com trajes brilhantes e coloridos. As fadas usam um chapeuzinho colorido que brilha fortemente, ao ponto de ofuscar olhos humanos.
A alegria reina absoluta entre os muros do castelo. Quem caminha por suas alamedas depara-se com uma abundância de flores: rosas, jasmins, margaridas, crisântemos, enfeitam todas as veredas de lado a lado, espalhando um perfume deliciosíssimo, o qual o aroma faz o coração derreter de regozijo.
Fontes de água super cristalina espalham-se por volta do castelo, passarinhos verdes brilhantes bicavam a correnteza cristalina e banhavam-se alegremente. Esquilos graciosos pulavam álacres nos galhos das árvores.
Um grupo de fadas, pequeninas e felizes, deliciosamente alegres, dançava em círculos diante do portal do castelo e cantava um hino em louvor à natureza. Suas vozes cristalinas como a água das fontes, emitiam sons harmoniosos e tocantes. Um coro se formou naturalmente, outras vozes se ajuntaram uma a uma. Os gnomos também ajuntaram-se ao coro coletivo. Um vento super refrescante balançou os galhos das árvores, parecia que também queria cantar. As flores abriam-se, querendo participar do momento jubiloso. Todas as criaturas  queriam dar de si para a alegria geral. A natureza inteira estava impregnada com a magia encantada.
Subitamente, uma chama fulgurante que cintilava como um gigantesco cometa, desceu do céu e estacou no solo; imediatamente, uma rosa gigantesca de uma cor nunca vista por olhos humanos, brotou do solo e cresceu, cresceu até as estrelas.
Todas as vozes disseram em uníssono: “Louvado seja Deus nas alturas. Louvado seja teu nome para sempre.”
Ao fim do festival as fadas e gnomos recolhem bolotas brilhantes, as quais foram espalhadas por toda a parte no momento em que a rosa gigantesca cresceu até as estrelas. Estas bolotas brilhantes são colocadas em cestos graciosos, os quais todos carregam e levam até às maternidades do mundo, para inocular nos corações pequeninos a chama da alegria eterna, para que não se perca para sempre nos escabrosos caminhos do mundo.