Luz.

Luz.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Dor e ressurreição.

A dor é nossa eterna companheira. Estamos sempre abraçados à ela mesmo na condições mais supimpas.
Seus golpes podem martelar pouco a pouco, ou desabar em nossa vida repentinamente como um furacão, arrasando tudo de uma única vez.
Ela visita o destino de todos, pessoa alguma escapa de sua investida.
Ricos, pobres, inteligentes, ignorantes, bondosos ou não, ninguém escapa de seu chicote.
É inútil tentar fugir da dor. Ela provém das profundezas inalcançáveis da vida infinita. Ela tem mil formas, ela tem mil disfarces. É sorrateira e sagaz. Ela sabe driblar os mais inteligentes planos para atingir seu objetivo. O mais inteligente dos mortais é incapaz de enganar sua sagacidade. Pudera! Ela é uma das mais poderosas forças do universo de Deus. A dor vence aos mais obstinados, profliga por terra aos mais prepotentes. Faz ajoelhar aos mais orgulhosos.
Sapiente criação de Deus, é à dor que a humanidade deve sua  ressurreição à luz eterna divina. Sem seu chicote providencial ninguém se aventuraria às trilhas da verdade e do bem.
Dentro de nós, nas profundas regiões inexploradas do coração, o fio  invisível e poderoso do destino está ligado indelevelmente à nossa vontade. É lá que a sabedoria infinita de Deus traçou os limites às nossas escolhas.
É lá também que estão traçadas as leis invisíveis, mas poderosíssimas, da vida infinita, as quais determinam a colheita obrigatória do que plantamos.
Enquanto houver maldade dentro de nós haverá a contraparte correspondente de dor. É o preço que pagamos por nosso amor ao mal.
Filhos de Deus que somos, herdeiros de sua luz magnificente e de seu poder infinito, carregamos a mancha maldita do mal que escolhemos na origem dos tempos.
Maldito dia! Maldita insanidade perversa! Amaldiçoado mil vezes o passo maldito! Abrimos nosso coração puro como a neve ao demônio imundo, filho da perversidade, violência, egoísmo, orgulho e da depravação.
E assim perdemos nossa credencial divina, mas não nossa herança eterna. Tornamos mendigos imundos e esfaimados de luz.
Mas a previdência infinita de Deus  anteviu nosso passo infeliz. Seu coração infinitamente compassivo, rebento de sua misericórdia infinita, criou a dor, o mais eficaz antídoto ao mal. A cura definitiva à doença universal do mal e do pecado.
Estamos presos ao amor de Deus, coisa alguma pode mudar isto. É a este amor infinito que devemos nossa ressurreição à cidade celestial do amor, do bem e da verdade eterna, em nossa história repleta de loucura, maldade e ilusão.