Luz.

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sábado, 30 de janeiro de 2016

Palavras...

Texto do livro “O consolador,” Emmanuel, psicografia: Chico Xavier.

124 -Qual a importância da palavra humana para as conquistas evolutivas do espírito?
 -A palavra é um dom divino, quando acompanhada dos atos que a testemunhem; e é através de seus caracteres falados ou escritos que o homem recebe o patrimônio de experiências sagradas de quantos o antecederam no mecanismo evolutivo das civilizações. É por intermédio de seus poderes que se transmite, de gerações a gerações, o fogo divino do progresso na escola abençoada da Terra.



161 –Que é arte?
-A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas. Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desse “mais além” que polariza as esperanças da alma. O artista verdadeiro é sempre o “médium” das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráteis do sentimento humano, alçando-o da Terra para o Infinito e abrindo, em todos os caminhos a ânsia dos corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, de sabedoria, de paz e de amor.

162 –Todo artista pode ser também um missionário de Deus?
-Os artistas, como os chamados sábios do mundo, podem enveredar, igualmente, pelas cristalizações do convencionalismo terrestre, quando nos seus corações não palpite a chama dos ideais divinos, mas, na maioria das vezes, têm sido grandes missionários das ideias, sob a égide do Senhor, em todos os departamentos da atividade que lhes é próprio, como a literatura, a música, a pintura, a plástica. Sempre que a sua arte se desvencilha dos interesses do mundo, transitórios e perecíveis, para considerar tão-somente a luz espiritual que vem do coração uníssono como cérebro, nas realizações da vida, então o artista é um dos mais devotados missionários de Deus, porquanto saberá penetrar os corações na paz da meditação e do silêncio, alcançando o mais alto sentido da evolução de si mesmo e de seus irmãos em humanidade.

165 –Como poderemos entender o psiquismo dos artistas, tão diferente do que caracteriza o homem comum?
_O artista, de um modo geral, vive quase sempre mais na esfera espiritual que propriamente no plano terrestre. Seu psiquismo é sempre a resultante do seu mundo íntimo, cheio de recordações infinitas das existências passadas, ou das visões sublimes que conseguiu apreender nos círculos de vida espiritual, antes da sua reencarnação no mundo. Seus sentimentos e percepções transcendem aos do homem comum, pela sua riqueza de experiências no pretérito, situação essa que, por vezes, dá motivos à falsa apreciação da ciência humana, que lhe classifica os transportes como neurose ou anormalidade, nos seus erros de interpretação. É que, em vista da sua posição psíquica especial, o artista nunca cede às exigências do convencionalismo do planeta, mantendo-se acima dos preconceitos contemporâneos, salientando-se que, muita vez, na demasia de inconsiderações pela disciplina, apesar de suas qualidades superiores, pode entregar-se aos excessos nocivos à liberdade, quando mal dirigida ou falsamente aproveitada. Eis por que, em todas as situações, o ideal divino da fé será sempre o antídoto dos venenos morais, desobstruindo o caminho da alma para as conquistas elevadas da perfeição.

209 –O escritor de determinada obra será julgado pelos efeitos produzidos pelo seu labor intelectual na Terra?

-O livro é igualmente como a semeadura. O escritor correto, sincero e bem intencionado é o lavrador previdente que alcançará a colheita abundante e a elevada retribuição das leis divinas à sua atividade. O literato fútil, amigo da insignificância e da vaidade, é bem aquele trabalhador preguiçoso e nulo que “semeia ventos para colher tempestades”. E o homem de inteligência que vende a sua pena, a sua opinião e o seu pensamento no mercado da calúnia, do interesse, da ambição e da maldade, é o agricultor criminoso que humilha as possibilidades generosas da Terra, que rouba os vizinhos, que não planta e não permite o desenvolvimento da semeadura alheia, cultivando espinhos e agravando responsabilidades pelas quais responderá um dia, quando houver despido a indumentária do mundo, para comparecer ante as verdades do Infinito.

                                                              -X-

As respostas às perguntas acima, ditadas pela sabedoria de Emmanuel, concernentes à palavra, à vida intelectual e à arte, confirmam uma revelação pessoal que obtive recentemente, a qual sacudiu minha alma até as profundezas.
Ao ler mais um comentário de uma leitora no google+ percebi que ela utilizou expressões minhas para exprimir seu pensamento.
Já havia notado isto há algum tempo. Não só as palavras, mas também as ideias dela estavam visivelmente impregnadas por meu pensamento.
O mesmo ocorreu em uma conversa que tive com uma pessoa em minha cidade, a qual também é minha seguidora na rede social google+. Percebi que ela expressou meu pensamento.
Isto me fez refletir sobre a poderosa força da palavra escrita. Uma fonte invisível capaz de ocasionar efeitos profundos, os quais podem repercutir por milhões de anos e espalhar-se por toda a Terra.
As gerações de antanho descobriram isto. A máxima antiga “A pena é mais poderosa que a espada,” confirma isto.
Basta um olhar rápido à história para depararmos com muitos exemplos. Escritores lançaram obras que revolucionaram o mundo, derrubaram poderes estabelecidos há milênios, causaram revoluções, agitaram, sacudiram a sociedade humana de alto a baixo.
O pensamento é invisível, mas seu poder é magnífico, pois ele está enraizado às profundas forças da natureza infinita, as quais provém do seio de Deus.
Um tal poder pode ser usado também para o mal.
A palavra escrita é capaz de produzir efeitos inesperados e permanentes na alma de quem lê. Não se sabe até quando, nem o quanto vai ocasionar sua ação profunda e poderosa.
Portanto, quem não estiver ao abrigo da luz divina e não tiver o coração iluminado pela estrela do bem eterno não deve penetrar em seu portal sagrado.
Forças poderosíssimas velam diuturnamente o portal iluminado da palavra escrita, quem penetrar seu vestíbulo envergando as vestes maculadas da futilidade, da vaidade, do interesse, da ignorância e da maldade, terá que prestar contas ao poder invencível que cortou a cabeça de reis, incendiou nações inteiras, derrubou tronos milenares, aniquilou ditaduras e transformou em pó as mais poderosas civilizações de nossa história.