“Um homem que não se alimenta de seus sonhos, envelhece cedo.”
Shakespeare.
É uma verdade supimpa esta frase do maior escritor de todos os tempos.
Ele extravasou genialidade e sabedoria ao expressar este formoso pensamento.
Todos nós nascemos com o véu mágico dos sonhos. A infância é a idade dourada na qual desvela-se este véu mágico, o qual encobre a realidade com seu brilho cintilante.
Ao crescer e absorver naturalmente as influências inevitáveis do mundo tão medíocre, baixo e vulgar, com suas misérias e perversidades, a criança afasta-se gradualmente da fonte de luz luminosa que iluminava sua infância.
É um dos maiores crimes contra a soberana natureza de Deus esta perseguição tão antiga da maioria perversa e ignorante aos sonhadores.
Quem quiser seguir a trilha luminosa do sonho deverá apartar-se do caminho das trevas em que palmilha a massa universal dos medíocres, dos acomodados, daqueles que tem a alma pesada, o coração endurecido e pervertido pela frieza e indiferença.
Pobres criaturas! Não só envelhecerão logo, como afirmou o bardo genial nas palavras acima, mas morrerão por inanição da alma.
Por isto Shakespeare disse “Um homem que não alimenta de seus sonhos.” A alma precisa do mundo encantado dos sonhos para sustentar a estrada mágica que nos conecta à realidade sublime, infinitamente acima da baixa e perversa realidade humana.
Esta estrada está aberta a todos, mas só as crianças pequenas e os grandes artistas tem pureza e amor suficientes em seu coração para conectar à via cintilante e mágica que nos conduz à realidade eterna no seio de Deus.
“Um grande homem é aquele que não perdeu o coração de menino.” Disse um sábio chinês.
A maioria da humanidade deixa morrer sua criança interior muito cedo. Com isto “morre” também a fonte mágica, aquela mesma fonte que iluminou gerações e gerações que vieram e partiram em nossa longa história.
A vida ama os sonhadores. É para estas almas que vai o brilho das estrelas todas as noites. É para estas almas que vai o beijo das fadas, gnomos e dos anjos todos os dias.
O sonho é luz que brilha para sempre. O sonho é chama que nunca se apaga. É a vereda mágica que nos conduz ao maravilhoso. Nos faz subir às alturas supremas, nas plagas divinas da eternidade. Quem abrir mão de seu sonho, cairá para sempre na escuridão das almas arrependidas e perdidas, às quais gemem e agonizam nas trevas malditas que escolheram para si próprias, desde o amaldiçoado dia que deixaram morrer a criança alegre e viçosa dentro de si.