Luz.

Luz.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Velhice: um novo parâmetro.

A velhice é o chamamento da vida à realidade eterna do espírito, um convite forçado aos caminhos da alma, o roteiro verdadeiro às paragens da luz e do amor eterno.
Para a visão tortuosa e falsa do mundo a velhice é apenas  uma fatalidade incômoda e dolorosa da natureza de Deus.
Mas quem vai levar em consideração a falaz opinião do mundo em sua interminável loucura?
A velhice com seus problemas, doenças, cansaço, tédio e solidão é um impulso potente da vida para a libertação das poderosas correntes invisíveis que prendem nossa alma ao inferno do mal e à ilusão.
Diante desta realidade caem os véus de todas as ilusões que norteavam a pobre alma, perdida nos descaminhos do mundo. Poucos tem luz e conhecimento suficiente para afrontar a pressão universal do demônio de cabeça erguida e corajosamente. A maioria desanda, iludida por sua própria covardia e seu amor ao mal.
Todos herdamos a praga do mal ao abrirmos os olhos neste infernal mundo. Poucos entendem que o mal é uma doença que deve ser combatida como outras doenças. O mal é um veneno que se alastra facilmente e que perverte, corrompe, macula e destrói tudo que o cerca.
A velhice força a alma a encarar esta realidade. Muitos lamentam entender isto tardiamente e sentem-se frustrados intimamente.
Todos somos miseráveis pecadores. Para todos nós resta o sol da misericórdia de Deus a iluminar nossa natural escuridão.
A velhice daria razão à fria opinião do mundo se não existisse este sol a iluminar nossas trevas perversas.
A velhice é um anteparo para nossa alma, criado pela sabedoria infinita de Deus. Um freio natural para nossa loucura milenar. Este freio natural faz vir à tona a estrada maravilhosa que conduz ao mundo interior, a fonte eterna da sabedoria e da luz divina, onde fala a voz sublime de Deus a todos nós, convidando para seu reino magnífico de luz, amor, paz e verdade.