Luz.

Luz.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Busca...

Minha alma, qual um andarilho das estrelas, te procurava nos caminhos do tempo.
Penetrei na grande floresta fantástica e perguntei a todos os girassóis se haviam  visto aquela que minha alma adora.
Os girassóis abriram suas folhas e apontaram para o céu.
Enveredei por sendas coloridas repletas de rosas gigantes que pareciam sorrir à minha passagem. O chão era dourado e cintilava maravilhosamente sob meus pés.
Encontrei uma pastorinha a brincar alegremente com seu gracioso rebanho de ovelhas. Era uma criança e tinha a inocência dos santos estampada em seu rosto. Perguntei-lhe se ela havia visto o amor de minha alma. Ela apontou-me para o céu.
Voltei a caminhar pela vereda dourada. Logo após uma curva acentuada deparei-me com um magnífico palácio edificado sobre o solo dourado e cercado por jardins imensos de uma beleza inefável. Flores lindas de cores vistosas e luminosas cercavam o palácio até perder de vista. Um portal gigante e luminoso estava diante de mim. Tão logo me aproximei, a porta se abriu e uma linda criança apareceu. Ela era pequena, seu rosto era muito bonito. Seu sorriso era cativante e seus olhos emitiam uma luz diáfana que se espalhava em volta de si causando uma deliciosa sensação de alegria, paz e bem estar. Como antes, eu perguntei-lhe se havia visto aquela que meu coração ama. Vi seu lindo rosto abrir-se em um delicioso sorriso e ela também apontar para o céu.
Seu nome era Corina, a feiticeira boa, ela me ofereceu uma poção mágica e disse que a poção tinha o efeito de curar a saudade que me atormentava e corroía meu coração.
Voltei à vereda e continuei minha busca. Encontrei logo adiante um castelo soberbo de dimensões gigantescas, suas torres pareciam atingir as estrelas. Haviam várias bandeiras brancas hasteadas em suas muralhas. Suas paredes eram de um material etéreo e também cintilavam. Era uma edificação grandiosa de encher os olhos e a alma de qualquer mortal.
Havia um guardião à entrada, o qual convidou-me a entrar. Ao ultrapassar a barreira gigantesca das muralhas e o portão cintilante, meus olhos maravilhados depararam com um imenso saguão onde havia telas magníficas nas paredes coloridas com uma cor desconhecida para mim e como tudo ali, também cintilava uma luz extremamente brilhante para meus olhos humanos. Estátuas lindíssimas de homens e mulheres de uma beleza sem par espalhavam-se por todo o saguão. Eram feitas de um material diáfano e pareciam ter sido esculpidas por um anjo.
No centro do saguão havia uma imagem em forma de quadro a qual  sobressaía-se naquele ambiente.
Era uma tela gigantesca pintada com cores luminosas na qual havia a imagem de cupido, segundo a criação grega.
Uma criança de uma beleza estupenda carregava um alforje nas costas e segurava uma flecha.
Maravilhado com tudo o que eu via  notei uma porta gigantesca se abrir e meus olhos espantados viram a mais fantástica visão de toda a minha vida.
Eu vi cupido! Não o bebê rechonchudo e lindo que eu vira na tela, mas um ser lindíssimo, o qual tinha a aparência de um ser humano, mas seu rosto, seu porte majestoso, eram de um anjo celeste. A sublimidade estava estampada em seu olhar. A beleza parecia espalhar-se por todos os poros de seu ser. Seus passos deixavam um rastro de luz azul que mais parecia o reflexo de algum sol gigantesco azulado.
Ele tinha asas belíssimas e sorria divinamente.
Ele carregava um pergaminho no qual eu li em letras graúdas: “O livro do destino.” Havia uma chave logo abaixo da frase e abaixo da chave a imagem daquela que minha alma ama e eu ao seu lado. A imagem estava sobreposta a um coração. Ao lado da chave estava escrito com caracteres brilhantes a palavra mais sagrada do universo: Deus.
E assim, você apareceu em minha vida.

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