Luz.

Luz.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Boas vindas...

Sejam bem-vindos habitantes da luz. Tocai vossas trombetas para despertar as multidões que dormem.
Sejam bem-vindos habitantes da luz. Soprai vosso alento divino às multidões que vegetam nas trevas insidiosas da loucura perversa.
Sejam bem-vindos habitantes da luz. Oferecei às multidões deste mundo vosso manjar que sacia a fome eterna.
Sejam bem-vindos habitantes da luz. Reparti conosco vosso quinhão de luz, provindo das esferas altíssimas.
Banhai-nos com vossa luz inebriante, penetrai vossa luz em todos os poros de nosso corpo.
Trazei até aqui vosso facho luminoso que nunca apaga e iluminai nosso interior, escurecido por nossa podridão.
Trazei a verdade à nossa teia venenosa de mentira e falsidade que acoberta nossa miséria cotidiana.
Trazei até nós a estrela do bem eterno, que jorra seus raios poderosos no seio de Deus e espalha seu brilho portentoso por todo o Universo.
Dividi vossa sapiência refulgente conosco para que possamos esquecer nossa falsa cultura vaidosa.
Estendei até nós o manto da santidade, para retirarmos nosso pé do lodaçal que nos prende às coisas imundas.
Oferecei-nos a taça da legítima humildade, para aprendermos a calar nosso orgulho.
Trazei-nos a moeda do amor provinda do cofre divino no coração de Deus e distribuí para todos os mendigos do mundo.
Tende piedade de nós, habitantes da luz. Como uma criança que ainda não pode caminhar ereta, caminhamos tropeçando em nosso demônio.
Ensinai-nos a erguer nosso olhar das coisas mortas deste inferno venenoso para as alturas intemporais.
Mostrai-nos a estrada derradeira que encaminha à cidade da luz magnífica.
Reparti vossa ventura celeste conosco, habitantes da luz. Enchei até a borda o barril infeliz de nossa perene miséria.
Ficai conosco para sempre, habitantes da luz eterna. Não nos deixeis abandonados à nossa própria sorte.
O que faríamos sem vossa luz, provinda de Deus? Aonde iria aportar o navio de nosso destino?
Sem vossa luz, o navio de nosso destino estaria afundado há muito tempo no mar tempestuoso de nossa abominável miséria perversa.