Coelhinhos são a fina flor da natureza. Se os coelhos adultos tem que enfrentar os desafios da sobrevivência e seus riscos, o que se há de pensar de seus delicados e frágeis filhotes? Não há quem não se deixe encantar por seus olhinhos graciosos. São dóceis por natureza. Como são vegetarianos, sua sobrevivência não é uma ameaça perversa às outras espécies. Para sobreviver eles não precisam compactuar com a crueldade.
Como são formosos! Delicadeza e beleza são atributos naturais doados por Deus a estas criaturas fofas.
A marca indelével do carinho de Deus está impregnada em sua espécie para sempre.
Seus graciosos olhinhos, seu gracioso modo de andar, saltitando sobre as patas traseiras, sua pelagem macia e veludosa são um convite da natureza divina à contemplação da beleza eterna que jorra do seio de Deus para todo o universo.
Sua existência em meio da selvageria natural dos reinos inferiores é uma prova cabal da sabedoria de Deus, a qual protege e ampara os filhos da beleza eterna.
Estas criaturas fofas e delicadas não pensam, elas simplesmente existem. Elas não se preocupam. Sua existência é um indício patente de confiança na sabedoria de Deus.
Todas as criaturas da natureza tem esta confiança natural na sabedoria e na bondade de Deus.
Aqui há uma profunda lição da natureza eterna de Deus a todos os filhos da beleza eterna do universo, os quais sobrevivem sob a égide da fé em Deus.
Estes filhos da beleza eterna palmilham os passos da luz e da bondade nas pedregosas estradas do mundo, enlameadas do começo ao fim com o lodo do egoísmo, da ignorância e da crueldade milenares.
São coelhinhos do espírito e do bem a plantar as flores da alma e do sentimento no deserto frio do mundo. Como as graciosas criaturas veludosas, estes coelhinhos da alma são protegidos e amparados pela sabedoria e bondade infinita de Deus, sem a qual não sobreviveriam um segundo sequer neste infernal vale de tormentos e perversidades.